UDI Hospital - Hospital UDI São Luís (MA) — Prova 2021
Qual das alternativas a seguir é fator de risco de distocia de ombro?
Diabetes gestacional materno é fator de risco importante para distocia de ombro devido à macrossomia fetal.
O diabetes gestacional materno é um dos principais fatores de risco para distocia de ombro, pois a hiperglicemia materna leva à macrossomia fetal, especialmente ao aumento do diâmetro biacromial, dificultando a passagem dos ombros após a expulsão da cabeça.
A distocia de ombro é uma emergência obstétrica definida pela falha na expulsão dos ombros fetais após a saída da cabeça, exigindo manobras adicionais para o desprendimento. É uma complicação rara, mas potencialmente grave, associada a morbidade significativa para mãe e feto. O reconhecimento dos fatores de risco é crucial para a prevenção e o manejo adequado. Entre os fatores de risco, o diabetes gestacional materno é um dos mais proeminentes. A hiperglicemia materna descontrolada leva à hiperinsulinemia fetal, que atua como um fator de crescimento, resultando em macrossomia fetal. Essa macrossomia é caracterizada por um crescimento desproporcional, com maior acúmulo de gordura nos ombros e tronco, o que aumenta o diâmetro biacromial e dificulta a passagem dos ombros pelo canal de parto. Outros fatores de risco incluem obesidade materna, ganho de peso excessivo na gestação, pós-datismo, multiparidade, história prévia de distocia de ombro e parto vaginal instrumentado. A identificação desses fatores permite que a equipe obstétrica esteja preparada para a possibilidade de distocia de ombro, implementando estratégias de manejo como as manobras de McRoberts e Mazzanti, e, em casos selecionados, considerando a via de parto cesariana para evitar complicações.
Além do diabetes gestacional, outros fatores de risco incluem macrossomia fetal, obesidade materna, ganho de peso excessivo na gestação, pós-datismo, multiparidade, história prévia de distocia de ombro, e parto vaginal instrumentado.
O diabetes gestacional causa hiperglicemia materna, que leva à hiperinsulinemia fetal. Isso estimula o crescimento fetal excessivo (macrossomia), com acúmulo de gordura nos ombros e tronco, resultando em um diâmetro biacromial aumentado que dificulta a passagem pelo canal de parto.
As complicações podem ser graves para o feto, como lesão do plexo braquial (paralisia de Erb-Duchenne), fratura de clavícula ou úmero, asfixia e até morte fetal. Para a mãe, pode haver hemorragia pós-parto e lacerações perineais graves.
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