HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2023
Maria, 26 anos, primigesta, com idade gestacional de 40 semanas está em período expulsivo do trabalho de parto. Neste momento, nota-se distócia de ombro direito. Qual das manobras está indicada para a assistência ao caso neste momento?
Distócia de ombro → Manobra de McRoberts (hiperflexão pernas) + Pressão suprapúbica (Mazzanti).
A distócia de ombro é uma emergência obstétrica que exige ação rápida. As manobras de primeira linha são a manobra de McRoberts (hiperflexão das coxas sobre o abdome materno) e a pressão suprapúbica (manobra de Mazzanti), que visam desimpactar o ombro anterior.
A distócia de ombro é uma complicação rara, mas grave, do trabalho de parto, caracterizada pela falha na expulsão do ombro fetal após a saída da cabeça, devido à impactação do ombro anterior sob a sínfise púbica materna. É uma emergência obstétrica que exige reconhecimento imediato e intervenção rápida para evitar morbidade e mortalidade materno-fetal. Os fatores de risco incluem macrossomia fetal, diabetes gestacional, obesidade materna, multiparidade e trabalho de parto prolongado. O manejo envolve uma sequência de manobras que visam liberar o ombro impactado. As manobras de primeira linha são a manobra de McRoberts (hiperflexão das coxas maternas sobre o abdome, que retifica a lordose lombar e aumenta o diâmetro anteroposterior da pelve) e a pressão suprapúbica (manobra de Mazzanti), que aplica pressão sobre o ombro anterior para empurrá-lo para baixo e para o lado. É crucial evitar a pressão fúndica, que pode piorar a situação. Se as manobras iniciais falharem, outras manobras como a de Woods (rotação do ombro posterior) ou Rubin (pressão no ombro anterior) podem ser tentadas. O conhecimento e a prática dessas manobras são essenciais para todos os profissionais que assistem partos.
As manobras iniciais incluem a manobra de McRoberts (hiperflexão das coxas maternas sobre o abdome) e a pressão suprapúbica (manobra de Mazzanti), que visam alterar o diâmetro pélvico e desimpactar o ombro.
A pressão fúndica é contraindicada porque pode empurrar o ombro ainda mais contra a sínfise púbica, agravando a impactação e aumentando o risco de lesões fetais, como fratura de clavícula ou lesão do plexo braquial.
As principais complicações fetais incluem lesão do plexo braquial (paralisia de Erb-Duchenne), fratura de clavícula ou úmero, asfixia e, em casos graves, óbito fetal.
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