UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2020
A distóciabiacromial apesar de não frequente é uma condição grave que aumenta a morbidade e mortalidade materna e perinatal. Sobre essa condição afirma-se que:
Distócia de ombro → Manobras de McRoberts e pressão suprapúbica são 1ª linha e resolvem >90% dos casos.
A distócia de ombro é uma emergência obstétrica que requer intervenção rápida. As manobras de McRoberts (hiperflexão das coxas maternas sobre o abdome) e pressão suprapúbica (aplicação de força sobre a sínfise púbica para rodar o ombro anterior) são as primeiras e mais eficazes, visando aumentar o diâmetro pélvico e desimpactar o ombro.
A distócia de ombro é uma emergência obstétrica rara, mas grave, que ocorre quando o ombro anterior do feto fica impactado atrás da sínfise púbica materna após o nascimento da cabeça. Sua incidência varia, mas é mais comum em fetos macrossômicos, mães diabéticas e partos prolongados. O reconhecimento rápido e a intervenção eficaz são cruciais para prevenir morbidade e mortalidade materna e perinatal significativas. A fisiopatologia envolve uma desproporção entre o tamanho do ombro fetal e o diâmetro da pelve materna. O diagnóstico é clínico, baseado na falha do ombro em nascer após a cabeça e na presença do "sinal da tartaruga". A suspeita deve ser alta em gestações de risco, mas a condição pode ocorrer sem fatores predisponentes. O tratamento consiste em uma sequência de manobras. As de primeira linha, McRoberts (hiperflexão das coxas maternas) e pressão suprapúbica (aplicação de força sobre a sínfise púbica), são eficazes em mais de 90% dos casos. Manobras de segunda linha incluem a rotação do ombro posterior (Woods) ou a remoção do braço posterior. A manobra de Zavanelli (recolocação da cabeça fetal e cesariana) é uma medida de último recurso. O prognóstico depende da rapidez e eficácia da resolução, com risco de lesões fetais como paralisia do plexo braquial e fraturas.
A distócia de ombro é suspeitada quando a cabeça fetal nasce, mas o ombro anterior não consegue passar sob a sínfise púbica materna, mesmo com tração suave. O sinal da tartaruga (retração da cabeça fetal contra o períneo) é um indicativo importante.
A sequência geralmente começa com as manobras de McRoberts e pressão suprapúbica. Se ineficazes, outras manobras como a de Woods (rotação do ombro posterior) ou Gaskin (posição de quatro apoios) podem ser tentadas, seguindo um protocolo estabelecido.
Para o bebê, as complicações incluem lesão do plexo braquial (paralisia de Erb-Duchenne), fratura de clavícula ou úmero, e asfixia. Para a mãe, pode haver hemorragia pós-parto, lacerações vaginais e ruptura uterina.
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