Distocia de Ombro: Manejo e Manobras Essenciais no Parto

UFRGS/HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS) — Prova 2025

Enunciado

Gestante de 28 anos, G3P2, com 38 semanas de gestação, procurou atendimento no hospital de sua cidade por contrações uterinas dolorosas e regulares nas 2 últimas horas. Ao exame obstétrico, os batimentos cardiofetais estavam normais, a dinâmica uterina era de 5 contrações/10 minutos com “puxos”; ao toque, havia 10 cm de dilatação, com a cabeça fetal no plano +3 de De Lee e a sutura lambdoide em posição subpúbica. Assinale a assertiva correta sobre a assistência ao trabalho de parto.

Alternativas

  1. A) A gestante encontra-se no primeiro período ou fase clínica do parto, devendo-se orientar o aproveitamento máximo das contrações expulsivas (manobra de Valsalva) e realizar a rotação manual interna da cabeça fetal para puxá-la.
  2. B) A variedade de posição fetal é posterior, razão pela qual a chance de um parto instrumentado é maior, devendo-se realizar sondagem vesical e episiotomia para facilitar a rotação e o desprendimento da cabeça fetal.
  3. C) Se, após o desprendimento cefálico, a tração controlada da cabeça fetal para baixo não for suficiente para liberar o ombro anterior, devese partir para as manobras iniciais de distocia de ombro.
  4. D) O manejo ativo do terceiro período do parto relaciona-se a menor volume de sangramento materno e consiste em administrar ocitocina (10 UI, por via intramuscular em cada nádega) imediatamente após o nascimento, realizar massagem no fundo do útero concomitantemente à tração do cordão e iniciar a amamentação imediatamente após o parto.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo