Distócia de Ombro: Manobras de Resgate e Manejo

HSM - Hospital Santa Marta (DF) — Prova 2018

Enunciado

Paciente gestante de 32 anos de idade, com histórico de cesária há 3 anos por apresentação pélvica, no momento está com 38 semanas de idade gestacional. A paciente estava sendo acompanhada em um pré-natal de alto risco, em razão de diabetes gestacional de difícil controle, que necessitou de uso de insulina. Ao exame físico, observa-se a medida da altura do fundo uterino de 42 cm, BCF 136 bpm, com dinâmica uterina efetiva, dilatação cervical total, bolsa íntegra e polo cefálico no plano zero do De Lee. A respeito do mencionado caso, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) Não há risco de prolapso de cordão quando ocorrer amniorrexe, tendo em vista que o feto é macrossômico. 
  2. B) Caso esse quadro evolua para distócia de ombro, esta pode ser resolvida com algumas manobras, como compressão suprapública, posicionamento da parturiente em posição de quatro apoios e compressão do abdome materno.
  3. C) Nesse caso, o ideal teria sido indicar cesariana com 34 semanas, pois diabetes gestacional em uso de insulina pode acarretar sofrimento fetal súbito e os riscos não superam os benefícios de se manter a gestação até o termo.
  4. D) Caso esse quadro evolua para distócia de ombro, a fratura intencional de clavícula é umas das manobras que pode ser utilizada, já que é preconizada para desimpactar os ombros fetais.
  5. E) É indicada cesárea de urgência nesse caso, por se tratar de paciente com cesárea prévia há menos de 5 anos, o que aumenta o risco de ruptura uterina.

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