IPSEMG - Instituto de Previdência dos Servidores de Minas Gerais — Prova 2020
São manobras utilizadas para correção da distócia de ombro, exceto:
Distócia de ombro: McRoberts + suprapúbica são 1ª linha; Kristeller CONTRAINDICADA.
A manobra de Kristeller, que envolve pressão fúndica, é contraindicada na distócia de ombro, pois pode agravar a impactação do ombro e aumentar o risco de lesões maternas e fetais. As manobras corretas visam aumentar o diâmetro pélvico ou rotacionar o ombro.
A distócia de ombro é uma emergência obstétrica caracterizada pela falha na saída do ombro fetal após a cabeça, devido à impactação do ombro anterior sob a sínfise púbica materna. Sua incidência varia de 0,2% a 3% dos partos vaginais e é uma causa significativa de morbidade e mortalidade materna e fetal, incluindo paralisia do plexo braquial, fraturas de clavícula e úmero no feto, e hemorragia pós-parto e lacerações maternas. O diagnóstico é clínico, suspeitado quando a cabeça fetal retrai contra o períneo (sinal da tartaruga). O manejo requer uma sequência rápida e organizada de manobras para liberar o ombro impactado. As manobras de primeira linha incluem a manobra de McRoberts (hiperflexão das coxas maternas em direção ao abdome) e a pressão suprapúbica, que visam alterar a relação entre o ombro fetal e a pelve materna. Manobras de segunda linha, como as manobras de rotação (Rubin II, Woods) e a manobra de Gaskin (posição de quatro apoios), são empregadas se as primeiras falharem. É crucial evitar a pressão fúndica (manobra de Kristeller), pois ela pode agravar a impactação e aumentar o risco de lesões. A manobra de Zavanelli, que envolve a recolocação da cabeça fetal no útero para cesariana, é uma medida de último recurso.
As manobras de primeira linha incluem a manobra de McRoberts (hiperflexão das coxas maternas) e a pressão suprapúbica, que visam aumentar o diâmetro pélvico e desimpactar o ombro.
A manobra de Kristeller é contraindicada porque a pressão fúndica pode empurrar o ombro anterior ainda mais contra a sínfise púbica, agravando a impactação e aumentando o risco de lesões fetais e maternas.
As manobras de segunda linha incluem as manobras de rotação (Rubin II, Woods) e a manobra de Gaskin (posição de quatro apoios), que buscam rotacionar o ombro ou aumentar o espaço pélvico.
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