SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2026
Durante assistência ao parto vaginal, após a descida e exteriorização do polo cefálico, ocorre a retração da mesma e a exteriorização dos ombros não se realiza configurando a distocia de ombro. qual das manobras referidas abaixo deve ser realizada pelo médico assistente:
Distocia de ombro → McRoberts (hiperflexão coxas) + Pressão Suprapúbica. Kristeller é PROIBIDA.
A distocia de ombro é uma emergência onde o ombro anterior impacta na sínfise púbica; o manejo inicial foca em aumentar os diâmetros pélvicos e desimpactar o ombro sem tração excessiva.
A distocia de ombro é uma emergência obstétrica imprevisível onde o diâmetro biacromial fetal não atravessa o estreito superior da bacia após a saída da cabeça. A fisiopatologia central é a falha na rotação interna dos ombros. O manejo deve ser sistemático, seguindo algoritmos como o HELPERR. A manobra de McRoberts é eficaz em até 90% dos casos por alterar a inclinação pélvica. O conhecimento técnico das manobras é crucial para evitar a hipóxia fetal prolongada e o trauma obstétrico, garantindo a segurança da unidade fetoplacentária durante o período expulsivo.
O sinal da tartaruga ocorre quando, após a exteriorização da cabeça fetal, esta se retrai contra o períneo materno. Isso acontece porque o ombro anterior está impactado atrás da sínfise púbica, impedindo a progressão natural do corpo. É o sinal clínico patognomônico da distocia de ombro e deve disparar imediatamente o protocolo de emergência. O médico deve interromper qualquer esforço de tração cefálica excessiva, que pode causar estiramento do plexo braquial, e iniciar as manobras de reposicionamento materno para facilitar o desprendimento do ombro retido.
A manobra de Kristeller, que consiste na aplicação de pressão no fundo uterino, é formalmente contraindicada na distocia de ombro. Em vez de auxiliar o nascimento, a pressão fúndica empurra o ombro fetal ainda mais contra a sínfise púbica, agravando a impactação. Além de ser ineficaz para resolver a distocia, essa prática aumenta drasticamente o risco de complicações maternas graves, como a ruptura uterina e lacerações perineais complexas, e complicações fetais, incluindo fraturas de clavícula, úmero e lesões permanentes do plexo braquial por compressão e tração indireta.
A primeira linha de manejo envolve a manobra de McRoberts (hiperflexão e abdução das coxas maternas sobre o abdome), que retifica o sacro e aumenta o diâmetro pélvico, frequentemente associada à pressão suprapúbica (manobra de Rubin I) para desimpactar o ombro. Se estas falharem, utilizam-se manobras de segunda linha ou internas, como a manobra de Woods (rotação do ombro posterior em 'saca-rolhas'), a manobra de Rubin II (pressão na face posterior do ombro anterior para aduzi-lo) ou o desprendimento manual do braço posterior, que reduz o diâmetro biacromial.
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