Distocia Funcional no Parto: Manejo e Conduta Inicial

UNIGRANRIO - Universidade do Grande Rio (RJ) — Prova 2015

Enunciado

Primigesta, 28 anos é admitida no Centro Obstétrico às 8h, com duas contrações uterinas em 10 min, dilatação do colo uterino de 3 cm e apresentação cefálica fletida (altura = -2). Evolui com queixa de dor abdominal intensa, mas com quatro contrações uterinas médias-fracas em 10 min. O colo uterino mantém-se dilatado em 4 cm (altura zero) às 16h do mesmo dia. Em relação a essa situação, pode-se afirmar que:

Alternativas

  1. A) Impõe-se, de início, a correção da distocia funcional com repouso e analgesia.
  2. B) Sendo uma primigesta idosa em trabalho de parto prolongado, defini-se o quadro de distocia funcional, estando indicada a cesárea. 
  3. C) O quadro de taquissistolia configura uma distocia funcional por hiperatividade, estando indicada a inibição da atividade uterina com terbutalina EV.
  4. D) Provavelmente há um vício pélvico, pois a falta de progressão da dilatação geralmente está associada à não-insinuação da cabeça fetal.

Pérola Clínica

Distocia funcional com hipoatividade uterina → repouso, hidratação, analgesia para otimizar contrações.

Resumo-Chave

Em uma primigesta com trabalho de parto prolongado e contrações uterinas médias-fracas, a suspeita é de distocia funcional por hipoatividade uterina. A conduta inicial visa otimizar o padrão contrátil com medidas conservadoras como repouso e analgesia, antes de considerar intervenções mais agressivas.

Contexto Educacional

A distocia funcional é uma das principais causas de prolongamento do trabalho de parto e de cesarianas. Ela se refere a uma alteração na dinâmica uterina, que pode ser por hipoatividade (contrações fracas ou infrequentes) ou hiperatividade (contrações excessivas ou descoordenadas). A identificação precoce e o manejo adequado são cruciais para a segurança materno-fetal e para a otimização do desfecho do parto vaginal. O diagnóstico baseia-se na avaliação do partograma, que monitora a dilatação cervical e a descida da apresentação fetal ao longo do tempo. A hipoatividade uterina é caracterizada por contrações de baixa intensidade ou frequência, resultando em progressão inadequada do trabalho de parto. É fundamental diferenciar a distocia funcional de outras causas de falha de progressão, como desproporção céfalo-pélvica ou má-apresentação fetal. O tratamento inicial da distocia funcional por hipoatividade geralmente envolve repouso, hidratação e analgesia. Essas medidas podem ajudar a restaurar um padrão contrátil mais fisiológico. A ocitocina pode ser utilizada para aumentar a frequência e intensidade das contrações se as medidas conservadoras falharem. A cesariana é reservada para casos refratários ou quando há indicação de sofrimento fetal ou materno, garantindo a segurança da mãe e do bebê.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de distocia funcional por hipoatividade uterina?

Os sinais incluem trabalho de parto prolongado, dilatação cervical lenta ou estacionária, e contrações uterinas de frequência e intensidade insuficientes, apesar da dor referida pela paciente.

Qual a conduta inicial para distocia funcional em primigestas?

A conduta inicial envolve medidas conservadoras como repouso, hidratação adequada e analgesia. O objetivo é permitir que o útero recupere um padrão contrátil mais eficaz e que o trabalho de parto progrida naturalmente.

Quando considerar a ocitocina ou cesárea em casos de distocia?

A ocitocina pode ser considerada após a falha das medidas conservadoras, para estimular as contrações. A cesárea é indicada se houver falha na progressão do trabalho de parto mesmo após a otimização das contrações, ou se houver sinais de sofrimento fetal ou materno.

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