HVC - Hospital Vera Cruz (SP) — Prova 2025
Mulher, está na sua primeira gestação, com 38 semanas e 4 dias. Foi internada no centro obstétrico por ter entrado em trabalho de parto associado a ruptura prematura de membranas ovulares. A evolução do seu partograma pode ser vista na imagem a seguir: Qual é o diagnóstico e a conduta que deve ser tomada neste caso?
Partograma com dilatação lenta ou parada + contrações inadequadas → Distocia funcional por hipoatividade = Otimizar ocitocina.
Uma progressão lenta da dilatação cervical no partograma, na ausência de sofrimento fetal e com contrações insuficientes, caracteriza uma distocia funcional por hipoatividade. A conduta primária é a correção da contratilidade uterina com ajuste da infusão de ocitocina.
O partograma é uma ferramenta gráfica essencial para o acompanhamento do trabalho de parto, permitindo a identificação precoce de desvios da normalidade. Ele plota a dilatação cervical e a descida da apresentação fetal em função do tempo, utilizando linhas de alerta e ação para guiar a conduta clínica. Uma evolução adequada do trabalho de parto é fundamental para o bem-estar materno-fetal. A distocia funcional é a causa mais comum de prolongamento ou parada do trabalho de parto. Ela pode ser por hipoatividade (hipocontratilidade), quando as contrações uterinas são insuficientes em frequência ou intensidade para promover a dilatação, ou por hiperatividade. O cenário descrito na questão, que leva à resposta 'aumentar a ocitocina', aponta para uma distocia por hipoatividade, onde a curva de dilatação cruza a linha de alerta. Nessa situação, desde que a vitalidade fetal esteja assegurada (monitorização cardíaca fetal normal) e não haja contraindicações ou evidências de desproporção cefalopélvica, a conduta preconizada é a correção da força motriz do parto. Isso é feito através da amniotomia (se as membranas estiverem íntegras) e/ou da otimização da infusão de ocitocina. A indicação de cesárea é reservada para casos em que a correção da contratilidade não resulta em progressão ou quando há sinais de sofrimento fetal.
É caracterizada por uma progressão da dilatação cervical mais lenta que o esperado (ex: < 1 cm/hora na fase ativa), com a curva de dilatação cruzando a linha de alerta. Isso geralmente está associado a contrações uterinas de frequência, duração ou intensidade insuficientes.
Se a vitalidade fetal estiver preservada e não houver suspeita de desproporção cefalopélvica, a conduta é otimizar as contrações uterinas. Isso é feito aumentando a dose da infusão de ocitocina, e então reavaliando a progressão da dilatação e a descida fetal em 1 a 2 horas.
Na hipoatividade, a correção das contrações com ocitocina resulta na progressão do parto. Na DCP, mesmo com contrações efetivas e fortes, a dilatação não progride e a cabeça fetal não desce, podendo haver sinais como bossa serossanguínea acentuada e cavalgamento de suturas.
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