Distócia de Dilatação: Manejo do Trabalho de Parto Prolongado

FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2023

Enunciado

Uma parturiente II gesta I para está em trabalho de parto há 8 horas, tendo tido parto normal com RN pesando 3890 g na primeira gestação. Suas últimas evoluções estão referidas na tabela a seguir.M= média intensidade m é colo médio Está em evolução natural, sem ocitocina e sem analgesia. Pelos dados apresentados, pode-se concluir que se trata de

Alternativas

  1. A) distócia de rotação, podendo-se abreviar o expulsivo com fórcipe de Kjelland.
  2. B) distócia de rotação, devendo fazer cesárea.
  3. C) desproporção céfalo pélvica devendo fazer cesárea.
  4. D) distócia de dilatação, devendo fazer analgesia e ocitocina se necessário.
  5. E) distócia funcional, devendo fazer cesárea.

Pérola Clínica

Trabalho de parto prolongado (distócia de dilatação) → Avaliar analgesia e ocitocina para otimizar contrações.

Resumo-Chave

A distócia de dilatação é caracterizada por uma progressão lenta ou ausente da dilatação cervical durante a fase ativa do trabalho de parto. Neste caso, a parturiente está há 8 horas em trabalho de parto, com dilatação estagnada ou muito lenta, indicando a necessidade de intervenção para otimizar as contrações uterinas e o conforto da paciente.

Contexto Educacional

O trabalho de parto é um processo fisiológico complexo que envolve a dilatação cervical e a descida fetal. A distócia, ou trabalho de parto disfuncional, ocorre quando há uma falha na progressão normal, sendo uma das principais indicações de cesariana. A distócia de dilatação, especificamente, refere-se à lentidão ou parada da dilatação cervical durante a fase ativa do trabalho de parto, que é crucial para a passagem do feto. A avaliação do trabalho de parto é feita principalmente pelo partograma, que registra a dilatação cervical, a descida da apresentação fetal e a dinâmica uterina ao longo do tempo. A falha na progressão pode ser causada por fatores maternos (contrações inadequadas, exaustão, bacia desfavorável), fetais (macrossomia, malapresentação) ou uma combinação deles. No caso de distócia de dilatação, a causa mais comum é a hipoatividade uterina. O manejo da distócia de dilatação geralmente começa com a avaliação da dinâmica uterina e do bem-estar materno-fetal. Se as contrações forem inadequadas, a ocitocina pode ser utilizada para aumentá-las. A analgesia, como a peridural, pode ser benéfica não só para o alívio da dor, mas também para relaxar o assoalho pélvico e, por vezes, otimizar a progressão. A decisão por cesariana é tomada apenas após a falha das medidas conservadoras e quando há risco para a mãe ou o feto.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para diagnosticar distócia de dilatação?

A distócia de dilatação é diagnosticada quando há uma progressão inadequada da dilatação cervical na fase ativa do trabalho de parto. Em multíparas, isso pode ser definido como uma dilatação inferior a 1,5 cm/hora ou ausência de mudança cervical por 2 horas ou mais, após atingir 6 cm de dilatação.

Qual o papel da ocitocina no manejo da distócia de dilatação?

A ocitocina é utilizada para aumentar a frequência, intensidade e duração das contrações uterinas, melhorando a dinâmica do trabalho de parto. É indicada quando a distócia de dilatação é causada por contrações uterinas inadequadas (hipoatividade uterina).

Como a analgesia pode auxiliar na progressão do trabalho de parto?

A analgesia, especialmente a peridural, pode relaxar o assoalho pélvico e reduzir o estresse e a ansiedade da parturiente, o que pode, em alguns casos, melhorar a dinâmica uterina e a progressão do trabalho de parto, além de proporcionar conforto.

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