Discinesias Uterinas: Entenda a Distocia Cervical Ativa

HAS - Hospital Adventista Silvestre (RJ) — Prova 2021

Enunciado

Sobre as discinesias é correto afirmar:

Alternativas

  1. A) Hipoatividade uterina caracteriza-se pela diminuição da intensidade, frequência e atividade abaixo de 100 unidades Montevidéu (UM) acarretando em grave prejuízo materno e fetal.
  2. B) A hiperatividade costuma ser causada pelo parto obstruído ou pela ocitocina exagerada e o tratamento é decúbito dorsal com cabeceira a 30º ou emprego de inibidores.
  3. C) A hipertonia autêntica é causada pelo aumento anormal da frequência das contratações e o tratamento é o decúbito lateral e medicamentos inibidores.
  4. D) Na incoordenação de 2º grau notam-se no traçado pequenas contrações isoladas, alternadas com outras maiores que se espalham por zonas mais extensas. O parto tende a ser prolongado porque as isoladas são ineficazes e as que se estendem tem certa ação dilatadora.
  5. E) Na distocia cervical ativa o distúrbio é um espasmo funcional do orifício interno do colo, uma vez que não existe espasmo do orifício externo. Uma forma extrema da distocia cervical ativa é o anel de constrição que impede a distensão do istmo.

Pérola Clínica

Distocia cervical ativa = espasmo funcional do orifício interno do colo, podendo evoluir para anel de constrição.

Resumo-Chave

A distocia cervical ativa é um distúrbio funcional do colo uterino, onde o orifício interno não dilata adequadamente devido a um espasmo. O anel de constrição é uma forma grave dessa distocia, caracterizada por um espasmo localizado no istmo uterino, impedindo a progressão do parto e a descida fetal.

Contexto Educacional

As discinesias uterinas representam distúrbios da contratilidade uterina que podem prolongar ou obstruir o trabalho de parto, sendo uma causa comum de distocia. Elas são classificadas de acordo com a frequência, intensidade, duração e coordenação das contrações, bem como o tônus uterino basal, impactando a progressão do parto e a segurança materno-fetal. A distocia cervical ativa é um tipo específico de discinesia, caracterizada por um espasmo funcional do orifício interno do colo uterino, que impede sua dilatação, mesmo na presença de contrações uterinas adequadas. É importante notar que o espasmo ocorre internamente, e não no orifício externo, diferenciando-a de outras condições. Uma forma grave da distocia cervical ativa é o anel de constrição, que se manifesta como um espasmo localizado no istmo uterino, formando um anel que impede a descida do feto. O manejo das discinesias uterinas varia conforme o tipo e a causa, podendo incluir medidas de suporte, ocitocina para hipoatividade, tocolíticos para hiperatividade ou, em casos graves como o anel de constrição, intervenção cirúrgica para resolução da distocia.

Perguntas Frequentes

O que caracteriza a distocia cervical ativa?

A distocia cervical ativa é um distúrbio funcional do trabalho de parto caracterizado por um espasmo do orifício interno do colo uterino, que impede sua dilatação adequada, mesmo na presença de contrações uterinas eficazes. Não há espasmo do orifício externo.

Qual a relação entre distocia cervical ativa e anel de constrição?

O anel de constrição é uma forma extrema e localizada da distocia cervical ativa, onde um espasmo segmentar do istmo uterino forma um anel que impede a descida fetal e a progressão do parto, representando uma complicação grave.

Quais são os principais tipos de discinesias uterinas?

As discinesias uterinas incluem hipoatividade (contrações fracas/infrequentes), hiperatividade (contrações excessivas), hipertonia (aumento do tônus basal) e incoordenação (contrações irregulares ou assíncronas), além da distocia cervical ativa.

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