HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (SP) — Prova 2025
Parturiente chega ao hospital com bolsa rota há 1 hora e contrações frequentes. Refere que o primeiro parto foi vaginal, pesando 3.300 g, sem dificuldades. Ao exame, a altura uterina é 30 cm, BCF: 150 bpm, colo pérvio para 8 cm. Palpa-se o braço fetal insinuado. Nesse momento, a melhor indicação para essa paciente é
Braço fetal insinuado + colo 8 cm = Distocia de apresentação (situação transversa/oblíqua) → Cesárea.
A presença de um braço fetal insinuado com colo pérvio para 8 cm indica uma distocia de apresentação grave, provavelmente uma situação transversa ou oblíqua. Nesses casos, o parto vaginal é inviável e a cesárea é a conduta de escolha para evitar complicações maternas e fetais.
A distocia de apresentação é uma complicação obstétrica que ocorre quando o feto não se apresenta em uma posição adequada para o parto vaginal, resultando em um trabalho de parto prolongado ou obstruído. A presença de um braço fetal insinuado, como descrito na questão, é um sinal claro de uma apresentação anômala grave, geralmente uma situação transversa ou oblíqua, onde o eixo longitudinal do feto está perpendicular ou inclinado em relação ao eixo longitudinal da mãe. Nessas situações, o parto vaginal é inviável e extremamente perigoso. A tentativa de parto vaginal pode levar a complicações catastróficas, como ruptura uterina, prolapso de cordão umbilical, sofrimento fetal agudo e até morte materna e fetal. Com o colo uterino já pérvio para 8 cm, a intervenção deve ser rápida e decisiva. A conduta de escolha para um braço fetal insinuado em trabalho de parto avançado é a cesárea. Manobras como versão interna ou externa são geralmente contraindicadas ou ineficazes nesse estágio e podem aumentar os riscos. Para residentes, reconhecer rapidamente essa emergência obstétrica e indicar a via de parto mais segura é fundamental para garantir a melhor evolução para a mãe e o bebê, evitando morbimortalidade significativa.
Um braço fetal insinuado significa que o membro superior do feto está prolapsado através do colo uterino ou da vagina, geralmente indicando uma apresentação anômala como situação transversa ou oblíqua, onde o feto não está em posição longitudinal.
Com dilatação avançada e braço fetal insinuado, a conduta de escolha é a cesárea. O parto vaginal é contraindicado devido ao alto risco de ruptura uterina, sofrimento fetal e outras complicações graves para mãe e bebê.
Tentar o parto vaginal em caso de braço insinuado pode levar a riscos como ruptura uterina, prolapso de cordão umbilical, sofrimento fetal agudo, infecção intra-amniótica e lesões maternas graves, além de aumentar a morbimortalidade perinatal.
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