CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2009
Um paciente apresenta na refração estática +6,00 DE em ambos os olhos e pretende utilizar lentes de contato. Com relação aos óculos, o grau da sua lente de contato será:
Lente Positiva (Hipermetropia): Ao aproximar do olho (óculos → LC), o grau deve ser MAIOR.
Devido à distância de vértice, lentes positivas perdem poder efetivo quando aproximadas da córnea. Para compensar, a lente de contato deve ter um grau maior que o dos óculos.
A óptica das lentes de contato exige a compreensão do poder efetivo. A fórmula utilizada é Fc = Fo / (1 - d * Fo), onde Fc é o poder da lente de contato, Fo o poder dos óculos e 'd' a distância de vértice em metros. Para hipermetropes (lentes positivas), o denominador (1 - d*Fo) será menor que 1, resultando em um Fc maior que Fo. Para míopes (lentes negativas), o denominador será maior que 1, resultando em um Fc menor (menos negativo) que Fo. Esse ajuste é fundamental para garantir o conforto visual e a acuidade máxima do paciente usuário de lentes.
A distância de vértice é o espaço entre a face posterior da lente dos óculos e a superfície anterior da córnea, geralmente medindo entre 12 e 15 mm. Quando uma lente é movida dessa posição para o contato direto com a córnea (lente de contato), seu poder efetivo muda.
Para lentes positivas (convergentes), quanto mais longe do olho a lente está, maior é seu efeito de convergência na retina. Ao aproximá-la (reduzir a distância de vértice para zero), ela 'perde' força. Portanto, para manter o mesmo foco na retina, precisamos aumentar o valor dióptrico da lente de contato em relação aos óculos.
Geralmente, ajustes na distância de vértice são necessários para prescrições acima de +/- 4.00 dioptrias esféricas. Abaixo disso, a diferença calculada é mínima e muitas vezes desprezível na prática clínica diária.
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