CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2016
Quais reações pupilares são comuns aos pacientes com síndrome de Parinaud, pupila de Argyll-Robertson e pupila tônica?
Dissociação luz-perto = Contração pupilar presente para perto + ausente/mínima para luz.
A dissociação luz-perto ocorre quando a via do reflexo fotomotor é interrompida, mas a via da acomodação (mais ventral e robusta) permanece íntegra.
A dissociação luz-perto é um sinal semiológico de alto valor localizatório em neurologia. A via do reflexo fotomotor envolve os núcleos pré-tectais e o núcleo de Edinger-Westphal, sendo vulnerável a compressões dorsais no mesencéfalo. Já a via da acomodação-convergência é mais difusa e ventral, o que explica sua preservação em lesões compressivas dorsais (como na Síndrome de Parinaud). Na prática clínica, testar o reflexo de perto é obrigatório sempre que o reflexo fotomotor estiver diminuído. A presença dessa dissociação direciona o raciocínio para etiologias específicas como neurossífilis, diabetes (neuropatia autonômica) ou lesões expansivas do sistema nervoso central.
É um fenômeno clínico onde a constrição pupilar em resposta ao estímulo luminoso (reflexo fotomotor) está ausente ou significativamente reduzida, enquanto a constrição pupilar em resposta ao esforço de acomodação e convergência (reflexo para perto) está preservada ou é mais intensa. Isso ocorre porque as fibras nervosas para o reflexo de perto são anatomicamente distintas e localizadas mais ventralmente no mesencéfalo em comparação com as fibras do reflexo fotomotor, que passam pela região pré-tectal dorsal.
A Síndrome de Parinaud (síndrome do mesencéfalo dorsal) é frequentemente causada por tumores da glândula pineal, hidrocefalia ou AVCs, caracterizando-se por paralisia do olhar vertical superior e dissociação luz-perto. A pupila de Argyll-Robertson é classicamente associada à neurossífilis (tabes dorsalis), apresentando pupilas pequenas, irregulares e que não reagem à luz, mas reagem prontamente ao esforço de perto.
A Pupila Tônica de Adie decorre de uma lesão no gânglio ciliar ou nervos ciliares curtos. Inicialmente, a pupila é dilatada e não reage à luz. Com o tempo, ocorre uma regeneração aberrante das fibras que originalmente serviam ao corpo ciliar (acomodação) para o esfíncter da íris. Isso resulta em uma contração pupilar lenta e tônica para perto, que é muito mais evidente que a reação à luz, configurando também uma forma de dissociação luz-perto.
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