Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2025
Uma mulher de 60 anos com histórico de diabetes mellitus apresenta obstipação grave. Ao realizar manometria anorretal, foi identificado um padrão de dissinergia do assoalho pélvico.A melhor opção de tratamento a ser considerada é:
Obstipação + dissinergia assoalho pélvico (manometria) → Biofeedback.
A dissinergia do assoalho pélvico é uma causa comum de obstipação crônica, onde há contração paradoxal ou relaxamento inadequado dos músculos pélvicos durante a defecação. O biofeedback é a terapia de primeira linha, pois reeduca o paciente a coordenar corretamente os músculos para uma evacuação eficaz.
A obstipação crônica é uma queixa comum, e a dissinergia do assoalho pélvico é uma causa frequente de constipação funcional, especialmente em pacientes que não respondem a tratamentos convencionais com fibras e laxantes. Essa condição é caracterizada por uma coordenação anormal dos músculos do assoalho pélvico e do esfíncter anal externo durante a defecação, resultando em dificuldade para evacuar. A prevalência é significativa, afetando uma parcela considerável de indivíduos com constipação crônica. A fisiopatologia envolve uma falha na coordenação neuromuscular, onde o paciente, ao invés de relaxar o assoalho pélvico e o esfíncter anal, os contrai ou não os relaxa adequadamente durante a tentativa de evacuação. O diagnóstico é estabelecido principalmente pela manometria anorretal, que demonstra padrões anormais de pressão e relaxamento. Outros exames, como o teste de expulsão do balão, também podem ser úteis. A suspeita deve surgir em pacientes com constipação refratária e sensação de evacuação incompleta. O tratamento de escolha para a dissinergia do assoalho pélvico é o biofeedback. Esta terapia comportamental visa reeducar o paciente a coordenar corretamente os músculos pélvicos, relaxando-os durante a defecação. O biofeedback é altamente eficaz, com taxas de sucesso que superam outras intervenções. Além disso, orientações sobre dieta rica em fibras e ingestão adequada de líquidos são importantes, mas não substituem a reabilitação muscular específica. Outras opções, como laxantes, podem ser usadas como adjuvantes, mas não corrigem a disfunção subjacente.
A dissinergia do assoalho pélvico é uma disfunção na qual os músculos do assoalho pélvico não relaxam ou se contraem paradoxalmente durante a tentativa de defecação, dificultando a passagem das fezes.
A manometria anorretal avalia as pressões no reto e canal anal e a atividade dos músculos do assoalho pélvico durante a defecação simulada, identificando padrões de contração inadequada ou relaxamento insuficiente.
O biofeedback é uma terapia comportamental que utiliza sensores para fornecer ao paciente informações visuais ou auditivas em tempo real sobre a atividade de seus músculos pélvicos, permitindo que ele aprenda a relaxá-los e coordená-los corretamente durante a defecação.
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