IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2020
Em relação ao câncer do colo do útero, é correta a seguinte afirmação:
Câncer de colo de útero → disseminação por contiguidade, linfática e hematogênica.
O câncer de colo de útero, embora primariamente associado ao HPV, possui múltiplos fatores de risco e pode se disseminar por diversas vias. A compreensão dessas vias é crucial para o estadiamento e planejamento terapêutico, abrangendo a invasão local (contiguidade), regional (linfática) e à distância (hematogênica).
O câncer de colo de útero é uma neoplasia maligna que se origina no epitélio cervical, sendo a quarta causa mais comum de câncer em mulheres globalmente. Sua importância clínica reside na alta morbimortalidade, especialmente em países em desenvolvimento, e na possibilidade de prevenção primária (vacinação HPV) e secundária (rastreamento citopatológico). A fisiopatologia está intrinsecamente ligada à infecção persistente por subtipos oncogênicos do Papilomavírus Humano (HPV), mas outros fatores como tabagismo, multiparidade, uso prolongado de contraceptivos orais e imunossupressão contribuem para a progressão da doença. O diagnóstico definitivo é feito por biópsia, geralmente guiada por colposcopia, que permite diferenciar lesões pré-invasivas (in situ) de invasivas. O tratamento varia conforme o estadiamento, podendo incluir cirurgia (conização, histerectomia), radioterapia e quimioterapia. A compreensão das vias de disseminação é fundamental para o estadiamento preciso e a escolha terapêutica, visando controlar a doença localmente e prevenir metástases. A detecção precoce é crucial para um melhor prognóstico.
O câncer de colo de útero pode se disseminar por contiguidade (invasão local de estruturas adjacentes), por via linfática (atingindo linfonodos pélvicos e para-aórticos) e por via hematogênica (metástases à distância para órgãos como pulmão, fígado e ossos).
Sim, o tabagismo é um fator de risco independente e um cofator importante para o câncer de colo de útero. Ele aumenta o risco de persistência da infecção por HPV e progressão das lesões pré-malignas para câncer invasivo, além de diminuir a imunidade local.
O tipo histológico mais comum de câncer de colo de útero é o carcinoma espinocelular, responsável por aproximadamente 70-80% dos casos. O adenocarcinoma é o segundo tipo mais frequente, correspondendo a cerca de 15-25% dos casos.
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