Dissecção da Carótida Interna: Sinais e Sintomas Chave

Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2025

Enunciado

Uma paciente de 39 anos é admitida no pronto-socorro com quadro súbito de dor cervical à esquerda, seguida de síndrome de Horner no mesmo lado (ptose, miose e anidrose). Além disso, apresenta vertigem, ataxia e alterações sensitivas na face à esquerda, com perda sensorial no corpo à direita. Qual é a causa mais provável desse quadro clínico?

Alternativas

  1. A) Acidente vascular cerebral (AVC) de artéria basilar.
  2. B) Acidente vascular cerebral (AVC) de artéria cerebral média esquerda.
  3. C) Dissecção de artéria vertebral direita.
  4. D) Dissecção de artéria carótida interna esquerda.
  5. E) Tromboembolismo da artéria cerebral posterior direita.

Pérola Clínica

Dor cervical súbita + Síndrome de Horner ipsilateral → Dissecção de artéria carótida interna.

Resumo-Chave

A dissecção da artéria carótida interna é uma causa importante de AVC em jovens, manifestando-se frequentemente com dor cervical unilateral e síndrome de Horner ipsilateral devido à compressão do plexo simpático pericarotídeo. Sintomas neurológicos adicionais podem surgir por isquemia cerebral.

Contexto Educacional

A dissecção arterial cervical, que inclui a dissecção da artéria carótida interna e da artéria vertebral, é uma causa importante de acidente vascular cerebral (AVC) em pacientes jovens e de meia-idade, respondendo por até 20% dos AVCs nessa faixa etária. A condição ocorre quando há uma ruptura na camada íntima da artéria, permitindo que o sangue penetre na parede do vaso e forme um hematoma intramural, que pode ocluir o lúmen ou causar embolia distal. Traumas cervicais menores, manipulação quiroprática ou mesmo atividades cotidianas podem precipitar a dissecção em indivíduos predispostos. A fisiopatologia envolve a formação de um hematoma na parede arterial, que pode levar à estenose ou oclusão do vaso, ou à formação de um trombo mural que pode embolizar para o cérebro. Os sintomas clássicos da dissecção da artéria carótida interna incluem dor cervical ou facial unilateral, síndrome de Horner ipsilateral (devido à lesão das fibras simpáticas pericarotídeas) e sinais de isquemia cerebral, como hemiparesia, afasia ou déficits sensitivos. A presença de dor cervical súbita associada à síndrome de Horner deve levantar alta suspeita. O diagnóstico é confirmado por exames de imagem como angiotomografia (Angio-TC), angiorressonância (Angio-RM) ou angiografia digital. O tratamento inicial geralmente envolve anticoagulação ou terapia antiplaquetária para prevenir a formação de trombos e embolias. O prognóstico é variável, mas o reconhecimento e tratamento precoces são fundamentais para minimizar o risco de AVC e melhorar os desfechos neurológicos.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas clássicos da dissecção da artéria carótida interna?

Os sintomas incluem dor cervical ou facial unilateral, síndrome de Horner ipsilateral (ptose, miose, anidrose) e sinais de isquemia cerebral, como déficits motores ou sensitivos, afasia ou amaurose fugaz.

Como a síndrome de Horner se relaciona com a dissecção da carótida?

A dissecção da artéria carótida pode comprimir ou lesionar as fibras simpáticas que ascendem ao longo da artéria, causando a síndrome de Horner ipsilateral, caracterizada por ptose, miose e anidrose facial.

Qual a importância do diagnóstico precoce da dissecção arterial?

O diagnóstico precoce é crucial para iniciar o tratamento anticoagulante ou antiplaquetário e prevenir complicações isquêmicas graves, como o acidente vascular cerebral, que pode levar a morbidade e mortalidade significativas.

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