HM São José - Hospital Municipal de São José (SC) — Prova 2021
Homem, 58 anos de idade, é admitido no PS com quadro de dor torácica paravertebral, em facada, com irradiação lombar, acompanhada de sudorese e náuseas. Exame físico: FC 110 bpm, PA 160/110 mmHg em ambos os membros superiores, BRNF m 2T sem sopros, pulsos em membros superiores e inferiores normais. Após análise da tomografia, qual é a conduta mais adequada?
Dissecção aórtica tipo B complicada → TEVAR (endoprótese aórtica torácica).
A dor torácica em facada com irradiação para o dorso, associada a hipertensão, é altamente sugestiva de dissecção aórtica. Após a confirmação por tomografia, a conduta para dissecção tipo B complicada (descendente) é frequentemente o implante de endoprótese aórtica torácica (TEVAR), para estabilizar o falso lúmen e prevenir complicações.
A dissecção aórtica é uma emergência cardiovascular grave, caracterizada pela separação das camadas da parede da aorta, formando um falso lúmen. A dor torácica súbita e intensa, frequentemente descrita como 'em facada' ou 'dilacerante', é o sintoma mais comum, irradiando para o dorso, abdome ou membros. A hipertensão arterial é o principal fator de risco. A classificação de Stanford divide as dissecções em Tipo A (envolve a aorta ascendente) e Tipo B (envolve apenas a aorta descendente, distal à artéria subclávia esquerda). O diagnóstico é confirmado por angiotomografia, que permite visualizar o flap intimal e a extensão da dissecção, sendo crucial para a tomada de decisão terapêutica. O manejo da dissecção tipo A é cirúrgico de urgência devido ao alto risco de ruptura e má perfusão coronariana. Para a dissecção tipo B não complicada, o tratamento inicial é clínico, com controle rigoroso da pressão arterial e frequência cardíaca. No entanto, para dissecções tipo B complicadas (má perfusão de órgãos, dor refratária, expansão rápida), o tratamento endovascular com implante de endoprótese aórtica torácica (TEVAR) é a conduta de escolha, visando selar a porta de entrada e promover a trombose do falso lúmen.
Os sintomas incluem dor torácica ou dorsal súbita e intensa, descrita como 'em facada' ou 'dilacerante', que pode irradiar, além de sinais de má perfusão de órgãos ou assimetria de pulsos/pressão arterial.
A angiotomografia é o exame de imagem de escolha para confirmar o diagnóstico de dissecção aórtica, determinar sua extensão, classificar o tipo (Stanford A ou B) e identificar complicações como ruptura ou má perfusão.
O tratamento endovascular (TEVAR) é indicado para dissecções tipo B complicadas, que incluem dor refratária, expansão rápida do aneurisma, sinais de má perfusão de órgãos, ruptura iminente ou malperfusão visceral.
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