UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2025
Paciente masculino, 68 anos, hipertenso e diabético, apresenta dor torácica súbita e intensa há 12h, descrita como "em facada", sem irradiação para as costas. Ao exame físico, observa-se hipertensão arterial (PA 180/110 mmHg) e ausência de assimetria nos pulsos. Não há sinais de isquemia periférica. Foi descartado infarto agudo do miocárdio e ao ecocardiograma sugeriu-se haver uma lâmina de dissecção de aorta ascendente, ausência de derrame pericárdico e sem alterações valvares. Foi realizada angiotomografia de aorta, que revelou: dissecção limitada à aorta ascendente; falsa luz preenchida por contraste; ausência de envolvimento do arco aórtico ou aorta descendente; ausência de acometimento das artérias coronárias ou da valva aórtica. Neste caso, o melhor tratamento indicado para este paciente é:
Dissecção de aorta ascendente (Stanford A) = Emergência cirúrgica imediata (risco de tamponamento/ruptura).
Toda dissecção que envolve a aorta ascendente (Stanford A) deve ser tratada cirurgicamente de forma imediata para evitar complicações fatais.
A dissecção aórtica ocorre quando uma laceração na íntima permite que o sangue penetre na camada média, criando uma falsa luz. Na classificação de Stanford, o envolvimento da aorta ascendente define o Tipo A. O tratamento cirúrgico visa prevenir a ruptura e restaurar o fluxo na verdadeira luz. O controle do duplo produto (PA e FC) é fundamental no pré-operatório imediato, mas não substitui a necessidade de intervenção cirúrgica urgente, que apresenta mortalidade significativamente menor que o tratamento clínico isolado nestes casos.
A classificação de Stanford divide as dissecções em Tipo A (envolve aorta ascendente, independente da origem) e Tipo B (envolve apenas a aorta distal à artéria subclávia esquerda).
Devido ao alto risco de complicações letais imediatas, como ruptura para o espaço pericárdico (tamponamento cardíaco), insuficiência aórtica aguda grave e oclusão de artérias coronárias.
A cirurgia envolve a ressecção da porção dissecada da aorta ascendente e sua substituição por um enxerto tubular sintético (geralmente Dacron), com ou sem reimplante das coronárias e reparo valvar.
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