HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2024
Paciente feminino, 55 anos, dá entrada no pronto-socorro com dor torácica de forte intensidade há 1 hora. Antecedentes pessoais de hipertensão arterial sistêmica, e tabagismo. Ao exame físico: PA: 200 x 100 mmHg, pulso: 110 bpm, SatO₂: 99% em ar ambiente. Pulsos em MMSS e MMII todos presentes. Radiografia e tomografia de tórax abaixo: Dentre os tratamentos abaixo, o melhor para este caso é:
Dissecção aórtica aguda → controle rigoroso PA e FC (beta-bloqueadores) é prioridade inicial.
Em dissecção aórtica, especialmente tipo B não complicada, o manejo inicial visa reduzir o estresse na parede aórtica, controlando a pressão arterial e a frequência cardíaca para prevenir a progressão da dissecção e ruptura. A dor também deve ser controlada agressivamente em ambiente de UTI.
A dissecção aórtica aguda é uma emergência cardiovascular grave, com alta morbimortalidade, que exige reconhecimento e manejo rápidos. Caracteriza-se pela separação das camadas da parede aórtica, criando um falso lúmen. A epidemiologia mostra maior incidência em pacientes com hipertensão arterial sistêmica, aterosclerose e doenças do tecido conjuntivo. É crucial para residentes compreenderem a apresentação clínica e a importância do diagnóstico precoce. A fisiopatologia envolve o estresse hemodinâmico na parede aórtica, levando à formação de uma porta de entrada para o sangue entre a íntima e a média. O diagnóstico é suspeitado clinicamente pela dor torácica súbita e intensa, e confirmado por exames de imagem como angiotomografia de tórax. A suspeita deve ser alta em pacientes com fatores de risco como hipertensão e tabagismo. O tratamento inicial foca na estabilização hemodinâmica, com controle agressivo da pressão arterial e frequência cardíaca para reduzir o estresse de cisalhamento. Beta-bloqueadores são a primeira linha. A conduta definitiva depende do tipo de dissecção (Stanford A ou B) e da presença de complicações. Dissecções tipo A geralmente requerem cirurgia de emergência, enquanto as tipo B não complicadas podem ser manejadas clinicamente. O prognóstico é melhor com diagnóstico e tratamento precoces.
Dor torácica súbita e intensa, muitas vezes descrita como 'rasgando' ou 'dilacerando', irradiando para as costas, associada a hipertensão e taquicardia. Pode haver déficits de pulso ou neurológicos.
O controle rigoroso da PA e FC (com beta-bloqueadores e vasodilatadores) reduz o estresse de cisalhamento na parede aórtica, limitando a propagação da dissecção e prevenindo a ruptura.
A dissecção tipo A (envolvendo a aorta ascendente) é uma emergência cirúrgica. A dissecção tipo B (apenas aorta descendente) é frequentemente manejada clinicamente, a menos que haja complicações como isquemia de órgão, ruptura ou dor refratária.
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