Dissecção Aórtica Aguda: Diagnóstico e Manejo Imediato

PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2020

Enunciado

Paciente de 50 anos, hipertenso, é admitido na emergência com dor torácica de forte intensidade, irradiada para a região interescapular, contínua e de início súbito. Apresentase agitado, com sudorese fria, PA: 180/100 mmHg, sopro diastólico em foco aórtico com irradiação para o bordo esternal direito e com sinais de insuficiência cardíaca. Esses sinais e sintomas estão relacionados à

Alternativas

  1. A) Estenose aórtica com ruptura de músculo papilar.
  2. B)  Dissecção aórtica tipo III de DeBakey.
  3. C)  Insuficiência mitral pós infarto agudo do miocárdio.
  4. D)  Dissecção da aorta ascendente com insuficiência aórtica aguda.

Pérola Clínica

Dor torácica súbita interescapular + hipertensão + sopro diastólico novo → Dissecção aórtica ascendente (Stanford A).

Resumo-Chave

A dissecção aórtica ascendente (tipo A de Stanford) é uma emergência médica grave, caracterizada por dor torácica súbita e intensa, frequentemente irradiada para as costas. A presença de um sopro diastólico novo sugere envolvimento da valva aórtica, levando à insuficiência aórtica aguda e sinais de insuficiência cardíaca.

Contexto Educacional

A dissecção aórtica aguda é uma emergência cardiovascular com alta morbimortalidade, exigindo reconhecimento e tratamento imediatos. Caracteriza-se pela separação das camadas da parede da aorta, formando um falso lúmen. A hipertensão arterial é o principal fator de risco, presente na maioria dos pacientes. A apresentação clínica clássica envolve dor torácica ou dorsal súbita, intensa e lancinante, muitas vezes descrita como "rasgando" ou "dilacerando". A fisiopatologia envolve a ruptura da íntima, permitindo que o sangue entre na camada média da aorta, criando um falso lúmen. O envolvimento da aorta ascendente (Tipo A de Stanford ou Tipo I/II de DeBakey) é mais grave devido ao risco de insuficiência aórtica aguda, tamponamento cardíaco e isquemia coronariana. O sopro diastólico em foco aórtico, a assimetria de pulsos e a hipotensão em pacientes previamente hipertensos são achados importantes que devem levantar a suspeita diagnóstica. O diagnóstico é confirmado por exames de imagem como angiotomografia de tórax, ecocardiograma transesofágico ou ressonância magnética. O tratamento da dissecção tipo A é cirúrgico de emergência, visando a reparação da aorta e a prevenção de complicações fatais. O controle rigoroso da pressão arterial e da frequência cardíaca é fundamental no pré-operatório para reduzir o estresse na parede aórtica.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais clássicos da dissecção aórtica aguda?

Os sinais clássicos incluem dor torácica súbita e intensa, frequentemente descrita como lancinante ou dilacerante, com irradiação para as costas (interescapular), hipertensão arterial e, em casos de envolvimento da aorta ascendente, sinais de insuficiência aórtica aguda.

Qual a importância do sopro diastólico na dissecção aórtica?

Um sopro diastólico novo ou alterado sugere envolvimento da valva aórtica pela dissecção, resultando em insuficiência aórtica aguda. Isso pode levar a sinais de insuficiência cardíaca e é um achado crítico para o diagnóstico e manejo.

Como diferenciar dissecção aórtica de infarto agudo do miocárdio?

A dor da dissecção é súbita, dilacerante e migratória, com pulsos assimétricos e déficits neurológicos possíveis. A dor do IAM é mais opressiva, gradual e associada a alterações eletrocardiográficas e marcadores cardíacos.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo