UNIFESO/HCTCO - Hospital das Clínicas de Teresópolis Costantino Ottaviano (RJ) — Prova 2024
Você está ne emergência do HCTCO, quando adentra um paciente com dor torácica aguda, lancinante, irradiada para dorso, hipertenso, sudoreico. Após realizar ECG e afastar infarto agudo do miocárdio, você realiza uma tomografia computadorizada de tórax e já evidencia uma dissecção aórtica. Baseado em seus conhecimentos podemos AFIRMAR que:
Dissecção aórtica aguda: controle rigoroso da FC (<60 bpm com betabloqueadores) e PA (PAS 100-120 mmHg) é prioritário para ↓ estresse de cisalhamento.
No manejo da dissecção aórtica aguda, o controle da frequência cardíaca e da pressão arterial é a prioridade máxima para reduzir o estresse de cisalhamento na parede aórtica, prevenindo a progressão da dissecção. Betabloqueadores são a primeira escolha para reduzir a FC e a contratilidade, antes mesmo de iniciar vasodilatadores.
A dissecção aórtica é uma emergência cardiovascular grave, caracterizada pela separação das camadas da parede da aorta, formando uma falsa luz. A dor torácica aguda, lancinante e irradiada para o dorso é um sintoma clássico, e o diagnóstico precoce é crucial devido à alta mortalidade. A hipertensão arterial é o principal fator de risco. O manejo emergencial visa estabilizar o paciente e prevenir a progressão da dissecção. O controle rigoroso da frequência cardíaca (FC < 60 bpm) e da pressão arterial (PAS 100-120 mmHg) é fundamental para reduzir o estresse de cisalhamento na parede aórtica. Betabloqueadores intravenosos (como esmolol ou labetalol) são a primeira escolha para atingir esses alvos. Após o controle da FC, se a pressão arterial ainda estiver elevada, vasodilatadores como o nitroprussiato de sódio podem ser adicionados, sempre com cautela para evitar hipotensão. O diagnóstico por imagem (tomografia computadorizada, ecocardiograma transesofágico) é essencial para confirmar a dissecção e classificar o tipo (Stanford A ou B), o que guiará a decisão entre tratamento cirúrgico e clínico.
As prioridades são o controle da dor, a redução da frequência cardíaca para menos de 60 bpm e a diminuição da pressão arterial sistólica para 100-120 mmHg, para minimizar o estresse de cisalhamento na aorta.
Betabloqueadores são cruciais porque reduzem a frequência cardíaca e a contratilidade miocárdica, diminuindo a força de cisalhamento na parede aórtica e prevenindo a progressão da dissecção.
O nitroprussiato de sódio pode ser usado para controle da pressão arterial APÓS a administração de um betabloqueador, para evitar taquicardia reflexa que aumentaria o estresse de cisalhamento.
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