UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2021
Paciente de 65 anos, hipertenso e tabagista, evoluiu com dor torácica retroesternal que irradia para as costas, de início súbito. Paciente chega após 3 horas do início da dor, ainda sintomático. Apresentava-se hipertenso, pressão 190x110 mmHg e dispneico, com sopro diastólico em foco ártico 3+|6. Na investigação etiológica, o médico solicita o dímero D, tendo como resultado o valor elevado. Quanto à conduta nesse caso, considere as afirmativas a seguir.I. A pressão deve ser reduzida com drogas EV. Muitas vezes, um vasodilatador associado a esmolol é a terapia de escolha.II. O dímero D não é específico para TEP, mas pode ser de grande ajuda para diagnósticos com apresentações clínicas atípicas.III. Uma angiotomografia de tórax deverá ser solicitada, independentemente do dímero D.IV. Nesse caso, solicitar um Pro-Bnp e um ecocardiograma transtorácico ajudaria mais que a angio TC. Assinale a alternativa corre
Dor torácica súbita + hipertensão + sopro diastólico + dímero D elevado → Dissecção aórtica. AngioTC é essencial.
O quadro clínico sugere fortemente uma dissecção aórtica aguda, uma emergência cardiovascular. A redução rápida da pressão arterial e da força de contração ventricular (com betabloqueadores como esmolol e vasodilatadores) é crucial. O dímero D elevado pode ser inespecífico, mas a angiotomografia é o exame padrão-ouro para confirmar o diagnóstico.
A dissecção aórtica aguda é uma emergência cardiovascular grave, caracterizada pela separação das camadas da parede da aorta, formando um falso lúmen. É mais comum em homens idosos, hipertensos e tabagistas. A alta mortalidade exige reconhecimento e tratamento imediatos. A dor torácica súbita e intensa, irradiando para as costas, é o sintoma cardinal, frequentemente acompanhada de hipertensão e sinais de má perfusão. A fisiopatologia envolve uma ruptura na íntima da aorta, permitindo que o sangue entre na camada média e crie um plano de dissecção. O diagnóstico é primariamente clínico, com alta suspeita baseada nos sintomas e fatores de risco. Exames complementares como o dímero D podem estar elevados, mas não são específicos. O ecocardiograma transtorácico pode mostrar insuficiência aórtica ou derrame pericárdico, mas a angiotomografia de tórax é o padrão-ouro para confirmar o diagnóstico, delinear a extensão da dissecção e guiar o tratamento. O tratamento inicial visa estabilizar o paciente, com controle agressivo da pressão arterial e da frequência cardíaca, geralmente com betabloqueadores (como esmolol) e vasodilatadores (como nitroprussiato). Dissecções tipo A (envolvendo a aorta ascendente) são emergências cirúrgicas, enquanto dissecções tipo B (apenas aorta descendente) podem ser manejadas clinicamente, a menos que haja complicações.
Os sintomas incluem dor torácica súbita e intensa, frequentemente descrita como "rasgando" ou "dilacerante", que pode irradiar para as costas, pescoço ou abdome. Pode haver também déficits neurológicos, assimetria de pulsos ou pressão arterial.
O controle rigoroso da pressão arterial e da frequência cardíaca é fundamental para reduzir o estresse na parede aórtica, limitar a progressão da dissecção e prevenir a ruptura. Betabloqueadores são a primeira linha para reduzir a FC e a força de contração.
A angiotomografia de tórax oferece alta sensibilidade e especificidade para visualizar a dissecção, identificar a extensão, o tipo (Stanford A ou B) e a presença de complicações, sendo rapidamente disponível na emergência.
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