FJG - Fundação João Goulart / SMS Rio de Janeiro — Prova 2020
Com relação à dissecção aórtica pode-se afirmar que:
Dissecção aórtica aguda: meta PA <120mmHg e FC <60bpm, Labetalol IV é a droga de escolha para controle inicial.
Na dissecção aórtica, o controle agressivo da pressão arterial e da frequência cardíaca é crucial para reduzir o estresse na parede aórtica e prevenir a progressão da dissecção. O labetalol intravenoso é uma droga de primeira linha devido à sua ação combinada alfa e beta-bloqueadora, que reduz tanto a PA quanto a FC.
A dissecção aórtica é uma emergência cardiovascular grave caracterizada pela separação das camadas da parede da aorta, criando um falso lúmen. É classificada de acordo com a localização (Stanford A ou B) e o tempo de início (aguda ou crônica). A dissecção tipo A, que envolve a aorta ascendente, é uma emergência cirúrgica, enquanto a tipo B, que não envolve a aorta ascendente, é geralmente manejada clinicamente, a menos que haja complicações. O tratamento inicial da dissecção aórtica, especialmente para o tipo B e como medida estabilizadora para o tipo A, foca no controle agressivo da pressão arterial e da frequência cardíaca. O objetivo é reduzir o estresse de cisalhamento na parede aórtica e a propagação da dissecção. As metas são uma pressão arterial sistólica <120 mmHg e uma frequência cardíaca <60 bpm. O labetalol intravenoso é frequentemente a droga de escolha devido à sua capacidade de bloquear tanto os receptores alfa quanto beta-adrenérgicos, resultando em uma redução eficaz da pressão arterial e da frequência cardíaca. Outras opções incluem esmolol, nitroprussiato de sódio e morfina para analgesia. O diagnóstico é feito principalmente por angiotomografia, que é altamente sensível e específica.
As metas terapêuticas são reduzir a pressão arterial sistólica para menos de 120 mmHg e a frequência cardíaca para menos de 60 bpm, visando diminuir o estresse hemodinâmico na aorta.
O labetalol é preferido por ser um bloqueador alfa e beta-adrenérgico, que efetivamente reduz tanto a pressão arterial quanto a frequência cardíaca, diminuindo o dP/dT (taxa de variação da pressão) e o cisalhamento na parede aórtica.
Dissecção tipo A (envolve aorta ascendente) geralmente requer reparo cirúrgico imediato devido ao alto risco de ruptura. Dissecção tipo B (não envolve aorta ascendente) é inicialmente manejada clinicamente com controle rigoroso da PA e FC, com cirurgia reservada para complicações.
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