UFF/HUAP - Hospital Universitário Antônio Pedro - Niterói (RJ) — Prova 2015
Paciente com dor torácica aguda e intensa realiza tomografia computadorizada do tórax que demonstra aorta com descolamento da íntima, apresentando luz verdadeira e luz falsa, o que configura o diagnóstico de:
Dor torácica aguda + TC com descolamento da íntima (luz verdadeira/falsa) = Dissecção Aórtica.
A dissecção aórtica é uma emergência cardiovascular grave caracterizada pela separação das camadas da parede da aorta, criando uma luz verdadeira e uma luz falsa. A tomografia computadorizada do tórax é o método de imagem de escolha para confirmar o diagnóstico, visualizando o flap intimal e as duas luzes, sendo crucial para o manejo rápido e adequado.
A dissecção aórtica é uma condição médica grave e potencialmente fatal, caracterizada pela separação das camadas da parede da aorta, mais comumente entre a íntima e a média, formando um falso lúmen. A incidência é de aproximadamente 3-4 casos por 100.000 pessoas por ano. É uma emergência cardiovascular que requer diagnóstico e tratamento imediatos devido ao alto risco de ruptura, má perfusão de órgãos e morte. A dor torácica aguda e intensa é o sintoma cardinal, mas a apresentação clínica pode ser variada e mimetizar outras condições. A fisiopatologia envolve uma lesão na íntima da aorta, permitindo que o sangue sob alta pressão penetre na camada média, criando um canal falso (luz falsa) paralelo ao lúmen original (luz verdadeira). A tomografia computadorizada (TC) do tórax com contraste é o exame de imagem de escolha para o diagnóstico, pois permite visualizar o flap intimal, a luz verdadeira e a luz falsa, além de avaliar a extensão da dissecção e o envolvimento dos ramos aórticos. A diferenciação entre luz verdadeira e falsa é fundamental para o planejamento terapêutico. O tratamento da dissecção aórtica depende da sua classificação (Stanford A ou B, DeBakey I, II ou III). Dissecções tipo A (envolvendo a aorta ascendente) são emergências cirúrgicas, enquanto as tipo B (apenas aorta descendente) podem ser manejadas clinicamente com controle rigoroso da pressão arterial, ou com intervenção endovascular/cirúrgica em casos complicados. O rápido reconhecimento e manejo são cruciais para melhorar o prognóstico desses pacientes.
A dissecção aórtica classicamente apresenta dor torácica aguda e intensa, descrita como 'rasgante' ou 'lancinante', que pode irradiar para as costas. Outros sintomas incluem déficits neurológicos, assimetria de pulsos ou pressão arterial, e sinais de má perfusão de órgãos.
A diferenciação é crucial para o planejamento terapêutico. A luz verdadeira geralmente é menor e perfunde os ramos da aorta, enquanto a luz falsa é maior, pode estar trombosada e é a causa da má perfusão de órgãos. A identificação correta guia a intervenção cirúrgica ou endovascular.
Os principais fatores de risco incluem hipertensão arterial sistêmica não controlada, aterosclerose, doenças do tecido conjuntivo (como Síndrome de Marfan e Ehlers-Danlos), coarctação da aorta e válvulas aórticas bicúspides. Idade avançada e histórico familiar também aumentam o risco.
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