HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2022
A presença, em um paciente, de dor torácica e/ou dorsal súbita e lancinante, acompanhada de hipotensão arterial e hipoperfusão periférica distal com deficit de pulsos distais devem levar à suspeita diagnóstica de
Dor torácica/dorsal súbita lancinante + hipotensão + déficit de pulsos → Dissecção Aórtica até prova em contrário.
A dissecção aórtica é uma emergência cardiovascular grave caracterizada por dor súbita e intensa, frequentemente descrita como lancinante ou dilacerante, que pode irradiar para o dorso. A presença de hipotensão e assimetria de pulsos ou déficits neurológicos sugere comprometimento de ramos da aorta, sendo sinais de alta suspeição para essa condição.
A dissecção aórtica é uma condição médica de emergência com alta morbimortalidade, caracterizada pela separação das camadas da parede da aorta, criando um falso lúmen. A rápida identificação é crucial, pois o atraso no diagnóstico e tratamento está associado a desfechos desfavoráveis. A incidência é maior em homens, com pico entre 60 e 80 anos, e os principais fatores de risco incluem hipertensão arterial sistêmica, síndromes genéticas (Marfan, Ehlers-Danlos) e aterosclerose. A fisiopatologia envolve uma ruptura na íntima da aorta, permitindo que o sangue sob alta pressão entre na camada média e crie um plano de clivagem. Os sintomas são classicamente descritos como dor súbita, intensa, lancinante ou dilacerante, que pode ser torácica, dorsal ou abdominal, e frequentemente migratória. A hipotensão arterial e os sinais de hipoperfusão periférica, como déficit de pulsos, são indicativos de comprometimento hemodinâmico e de ramos arteriais, respectivamente. O diagnóstico precoce é fundamental e baseia-se na suspeita clínica e em exames de imagem, como angiotomografia de tórax e abdome, ecocardiograma transesofágico ou ressonância magnética. O tratamento depende do tipo de dissecção (Stanford A ou B) e geralmente envolve controle rigoroso da pressão arterial e frequência cardíaca, além de intervenção cirúrgica imediata para dissecções tipo A (envolvendo a aorta ascendente) ou manejo clínico para dissecções tipo B não complicadas.
Os sintomas clássicos incluem dor torácica ou dorsal súbita, intensa e lancinante, que pode migrar. Pode haver também síncope, déficits neurológicos e sinais de má perfusão.
O déficit de pulsos ocorre quando a dissecção se estende para as artérias que se originam da aorta, como as subclávias ou ilíacas, comprometendo o fluxo sanguíneo e causando isquemia distal.
A hipotensão na dissecção aórtica é um sinal de gravidade, indicando ruptura da aorta, tamponamento cardíaco ou comprometimento de grandes vasos, e requer intervenção imediata.
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