Dissecção Aórtica e IAM: Diagnóstico em Síndrome de Marfan

UFMT/HUJM - Hospital Universitário Júlio Müller - Cuiabá (MT) — Prova 2022

Enunciado

Paciente masculino, 52 anos, com história médica pregressa de hipertensão arterial sistêmica e síndrome de Marfan, chega à emergência com queixa de dor torácica retroestemal em aperto, com irradiação para o dorso. Nega tabagismo, dislipidemia ou diabetes. Ao exame, paciente se apresenta inquieto pela dor constante, sem alívio após uso de nitrato 5 mg sublingual. PA = 200 x 110 mmHg na chegada e 220 x 110 mmHg 3 minutos após uso de nitrato. Saturação de O₂ = 96% em ar ambiente, ausculta cardíaca: ritmo regular, sopro sistólico +++/6 em foco mitral e sopro diastólico ++++/6 foco aórtico. Ausculta pulmonar sem alterações. Realizou ECG: ritmo sinusal, sinais de sobrecarga ventricular, associado a infradesnível do segmento ST em derivações VI e V2 e supradesnível em derivações DII, DIII e avF. Após 20 minutos na emergência, paciente evolui com hipotensão e sinais clínicos de choque. A melhor explicação fisiopatológica para o caso é infarto agudo do miocárdio em parede

Alternativas

  1. A) inferodorsal, causado por dissecção da aorta e insuficiência aórtica aguda e comprometimento do óstio do seio coronário direito, hipotensão e choque justificados por provável envolvimento do ventrículo direito.
  2. B) anterosseptal, causando ruptura de cordoalhas do folheto mitral, com consequente choque associado à piora com o uso de nitrato sublingual.
  3. C) inferior, causado pela crise hipertensiva e pela síndrome de Marfan. Posterior hipotensão, justificada pelo uso de nitrato sublingual.
  4. D) inferodorsal, causado por dissecção da aorta e insuficiência aórtica aguda e seu comprometimento da válvula mitral, causando insuficiência mitral aguda e posterior choque devido a edema agudo de pulmão cardiogênico.

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