Dissecção Aórtica Tipo II DeBakey: Manejo de Emergência

UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2021

Enunciado

Paciente do sexo masculino, 65 anos, procura atendimento médico em unidade de pronto socorro com queixa de dispneia e dor torácica há 02 horas. Foi realizada angiotomografia de tórax a qual identificou uma dissecção da aorta tipo II de DeBakey. Após admissão clínica e avaliação por angiotomografia, o referido paciente apresentou sinais de instabilidade hemodinâmica. Considerando o quadro clínico do paciente relatado qual tratamento a ser realizado imediatamente?

Alternativas

  1. A) Internação em leito de Unidade de Terapia Intensiva para acompanhamento rigoroso e realização de angiotomografia seriada por um período de 24 horas.
  2. B) Internação em leito de Unidade de Terapia Intensiva para terapia medicamentosa ''anti-hipertensiva'' por um período de 24 horas.
  3. C) Tratamento cirúrgico em caráter emergencial para reparo da aorta ascendente.
  4. D) Tratamento cirúrgico em caráter eletivo com implante de endoprótese em aorta descendente.

Pérola Clínica

Dissecção aórtica tipo II DeBakey (ascendente) com instabilidade hemodinâmica → cirurgia emergencial.

Resumo-Chave

A dissecção da aorta tipo II de DeBakey (ou tipo A de Stanford) envolve a aorta ascendente e é uma emergência cirúrgica. A presença de instabilidade hemodinâmica agrava o prognóstico e exige intervenção cirúrgica imediata para reparo da aorta ascendente, visando prevenir complicações fatais como rotura ou tamponamento cardíaco.

Contexto Educacional

A dissecção da aorta é uma emergência cardiovascular grave, caracterizada pela separação das camadas da parede aórtica, criando um falso lúmen. A classificação é crucial para o manejo: a classificação de DeBakey divide em tipos I, II e III, enquanto a de Stanford simplifica para tipos A (envolve aorta ascendente) e B (não envolve aorta ascendente). A dissecção da aorta ascendente (DeBakey tipo II ou Stanford tipo A) é a mais perigosa devido ao alto risco de complicações fatais. A fisiopatologia envolve a ruptura da íntima, permitindo que o sangue entre na camada média e crie um falso lúmen. A dor torácica súbita e intensa, muitas vezes descrita como 'rasgante', é o sintoma mais comum. A angiotomografia de tórax é o método diagnóstico de escolha. A instabilidade hemodinâmica em uma dissecção da aorta ascendente indica um quadro gravíssimo, frequentemente devido a rotura iminente, tamponamento cardíaco ou insuficiência aórtica aguda. O tratamento da dissecção da aorta tipo A (DeBakey II) é sempre cirúrgico e deve ser realizado em caráter emergencial, especialmente na presença de instabilidade hemodinâmica. O objetivo é ressecar a porção dissecada da aorta ascendente e substituí-la por um enxerto, restaurando a integridade vascular e prevenindo complicações. O tratamento medicamentoso inicial visa o controle da pressão arterial e da frequência cardíaca, mas não substitui a cirurgia em casos de dissecção ascendente.

Perguntas Frequentes

Qual a diferença entre as classificações de DeBakey e Stanford para dissecção da aorta?

A classificação de DeBakey divide em Tipo I (ascendente e descendente), Tipo II (apenas ascendente) e Tipo III (apenas descendente). A classificação de Stanford é mais simples: Tipo A (envolve aorta ascendente) e Tipo B (não envolve aorta ascendente).

Por que a dissecção da aorta ascendente é uma emergência cirúrgica?

A dissecção da aorta ascendente (Tipo A de Stanford / Tipo II de DeBakey) tem alto risco de complicações fatais como rotura aórtica, tamponamento cardíaco, insuficiência aórtica aguda e isquemia coronariana, exigindo reparo cirúrgico imediato.

Quais são os sinais de instabilidade hemodinâmica em uma dissecção aórtica?

Sinais incluem hipotensão persistente, choque, sinais de má perfusão (oligúria, alteração do nível de consciência), dor torácica refratária, tamponamento cardíaco ou isquemia de órgãos vitais.

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