UNIATENAS - Centro Universitário Atenas (MG) — Prova 2023
Homem, 47 anos, previamente hipertenso em uso irregular das medicações, foi admitido no pronto atendimento com quadro de dor torácica intensa com irradiação para dorso. Alega parestesia de membro superior esquerdo associada. A dor teve início no momento em que trabalhava como mecânico. Apresentava PA em MSE de 185 x 120 mmHg e em MSD de 225 x 135 mmHg. Realizado Ultrassom à beira leito, sendo notada linha de dissecção intimal em aorta ascendente e arco aórtico. Sobre o caso clínico acima, diagnóstico e tratamento, assinale a alternativa correta.
Dissecção de aorta tipo A = emergência hipertensiva → controle rápido da PA (PAS < 120 mmHg em 20 min) com betabloqueador + nitroprussiato.
A dissecção de aorta tipo A (envolvendo aorta ascendente) é uma emergência médica que exige controle agressivo da pressão arterial e frequência cardíaca para reduzir o estresse na parede aórtica e evitar a progressão da dissecção. O tratamento inicial envolve betabloqueadores e vasodilatadores endovenosos.
A dissecção de aorta é uma condição grave e potencialmente fatal, caracterizada pela separação das camadas da parede aórtica, criando um falso lúmen. A classificação de Stanford divide as dissecções em Tipo A (envolvendo a aorta ascendente, com ou sem extensão para o arco ou aorta descendente) e Tipo B (envolvendo apenas a aorta descendente distal à artéria subclávia esquerda). A dissecção Tipo A é uma emergência cirúrgica e médica, com alta mortalidade se não tratada rapidamente. A fisiopatologia envolve o estresse de cisalhamento na parede aórtica, frequentemente exacerbado pela hipertensão arterial não controlada. A dor torácica intensa e súbita, com irradiação para o dorso, é um sintoma clássico. A assimetria de pressão arterial entre os membros superiores é um sinal crucial, indicando comprometimento de ramos aórticos. O diagnóstico é confirmado por exames de imagem como angiotomografia, ecocardiograma transesofágico ou ultrassom à beira leito. O tratamento da dissecção de aorta Tipo A é uma emergência hipertensiva. O objetivo principal é reduzir a pressão arterial sistólica para menos de 120 mmHg em 20 minutos e a frequência cardíaca para 60-70 bpm, para diminuir o estresse na parede aórtica e limitar a progressão da dissecção. Isso é alcançado com betabloqueadores endovenosos (para reduzir a FC e a força de contração ventricular) e vasodilatadores como o nitroprussiato de sódio (para reduzir a PA). Após a estabilização clínica, a cirurgia é geralmente indicada para o Tipo A.
Os sinais incluem dor torácica súbita e intensa, frequentemente descrita como 'rasgando' ou 'dilacerante', com irradiação para o dorso. Pode haver assimetria de pulsos ou pressão arterial entre os membros, e sinais de isquemia em órgãos-alvo.
A dissecção de aorta é uma emergência hipertensiva, caracterizada por elevação grave da PA com lesão de órgão-alvo iminente ou estabelecida, exigindo redução imediata da PA. Urgências não apresentam lesão de órgão-alvo e permitem redução mais gradual.
O tratamento inicial visa reduzir rapidamente a pressão arterial sistólica para menos de 120 mmHg em 20 minutos e a frequência cardíaca para 60-70 bpm. Isso é feito com betabloqueadores endovenosos (ex: esmolol, labetalol) e vasodilatadores (ex: nitroprussiato de sódio).
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