UNIRV - Universidade de Rio Verde (GO) — Prova 2022
Paciente de 78 anos, sexo masculino, hipertenso de longa data, com histórico de tabagismo importante, inicia quadro súbito de dor torácica em região dorsal com irradiação para tórax associado a mal-estar intenso e tontura. Chega ao PS, e na avaliação, apresenta-se com discordância de pressão em membros superiores. PA MSD 80x50/ PA MSE 150x80 associado a sopro diastólico aspirativo aórtico importante. Radiografia de tórax com evidência de alargamento mediastinal importante e com exames complementares, realizado o diagnóstico de dissecção de aorta torácica ascendente, limitando até o tronco da aorta. Qual é a classificação de acordo com a classificação de Stanford e DeBakey?
Dissecção de aorta ascendente = Stanford Tipo A e DeBakey Tipo II (se limitada à ascendente).
A dissecção de aorta ascendente é uma emergência médica grave, caracterizada por dor torácica súbita e intensa, frequentemente com irradiação dorsal. A discordância de pressão arterial entre os membros superiores é um sinal clássico, e o alargamento mediastinal na radiografia de tórax é um achado sugestivo que requer investigação imediata.
A dissecção de aorta é uma condição cardiovascular grave e potencialmente fatal, caracterizada pela separação das camadas da parede aórtica, criando um falso lúmen. É mais comum em pacientes idosos com histórico de hipertensão arterial sistêmica não controlada e tabagismo. O reconhecimento precoce é crucial devido à alta mortalidade associada, especialmente em dissecções que envolvem a aorta ascendente. O diagnóstico é frequentemente suspeitado pela apresentação clínica de dor torácica súbita e intensa, acompanhada de sinais como discordância de pressão arterial entre os membros superiores, sopro de insuficiência aórtica ou déficits de pulso. A radiografia de tórax pode mostrar alargamento mediastinal, mas o diagnóstico definitivo requer exames de imagem avançados como angiotomografia (angio-TC) ou ressonância magnética (angio-RM) da aorta. A classificação de Stanford (Tipo A e B) e DeBakey (Tipo I, II, III) são essenciais para guiar a conduta terapêutica. Dissecções Tipo A (Stanford) e Tipo I/II (DeBakey), que envolvem a aorta ascendente, são consideradas emergências cirúrgicas devido ao alto risco de ruptura, insuficiência aórtica aguda e tamponamento cardíaco. Já as dissecções Tipo B (Stanford) e Tipo III (DeBakey), que afetam apenas a aorta descendente, podem ser manejadas clinicamente em muitos casos, com controle rigoroso da pressão arterial e da frequência cardíaca, a menos que haja complicações como isquemia de órgãos ou ruptura iminente.
Os principais sinais e sintomas incluem dor torácica súbita e intensa, frequentemente descrita como 'rasgando' ou 'dilacerante', com irradiação para as costas. Pode haver síncope, déficits neurológicos, discordância de pressão arterial entre os membros superiores e sinais de insuficiência aórtica aguda.
A classificação de Stanford divide as dissecções aórticas com base no envolvimento da aorta ascendente. Tipo A envolve a aorta ascendente (e pode se estender), enquanto Tipo B não envolve a aorta ascendente, limitando-se à aorta descendente.
A dissecção de aorta é classificada como DeBakey Tipo II quando envolve apenas a aorta ascendente e não se estende para o arco aórtico ou aorta descendente. É um subtipo da dissecção de Stanford Tipo A.
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