FMP/UNIFASE - Faculdade de Medicina de Petrópolis (RJ) — Prova 2020
Em paciente de 50 anos com dissecção aguda de aorta tipo B, que envolve a aorta transversa e/ou descendente, sem envolvimento da aorta ascendente, a mais provável etiologia é:
Dissecção aguda de aorta tipo B (descendente) → principal etiologia é Hipertensão Arterial Sistêmica.
A hipertensão arterial sistêmica crônica é o principal fator de risco e a etiologia mais comum para a dissecção aguda de aorta tipo B (que envolve a aorta descendente), devido ao estresse hemodinâmico constante na parede vascular.
A dissecção aguda de aorta é uma emergência cardiovascular grave, caracterizada pela separação das camadas da parede aórtica, formando um falso lúmen. A classificação de Stanford divide as dissecções em Tipo A, que envolve a aorta ascendente (e requer cirurgia de emergência), e Tipo B, que afeta apenas a aorta descendente (geralmente manejo clínico). Para a dissecção de aorta tipo B, a etiologia mais comum e o principal fator de risco é a hipertensão arterial sistêmica crônica. O estresse hemodinâmico prolongado e descontrolado sobre a parede da aorta leva à degeneração da camada média (necrose cística da média), tornando-a mais suscetível à dissecção. Embora síndromes genéticas como Marfan e Ehlers-Danlos, ou anomalias congênitas como a válvula aórtica bicúspide, sejam fatores de risco importantes para dissecções, especialmente as do tipo A, a hipertensão é a causa predominante na população geral para o tipo B. Residentes devem reconhecer a importância do controle da pressão arterial na prevenção e no manejo de pacientes com risco de dissecção. O diagnóstico e tratamento precoces são cruciais para reduzir a alta morbimortalidade associada a essa condição, sendo o manejo clínico a abordagem inicial para a maioria das dissecções tipo B, com controle rigoroso da pressão arterial e da frequência cardíaca.
A principal causa da dissecção aguda de aorta tipo B, que afeta a aorta descendente, é a hipertensão arterial sistêmica crônica, devido ao estresse contínuo na parede aórtica.
A classificação de Stanford divide as dissecções em Tipo A (envolve a aorta ascendente, independentemente do envolvimento da descendente) e Tipo B (envolve apenas a aorta descendente, sem acometimento da ascendente).
Além da hipertensão, outras condições que podem causar dissecção de aorta incluem síndromes genéticas como Marfan e Ehlers-Danlos, válvula aórtica bicúspide, coarctação da aorta, trauma e aterosclerose grave.
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