SMS Piracicaba - Secretaria Municipal de Saúde de Piracicaba (SP) — Prova 2019
Com relação a dissecção aguda da íntima da aorta, qual a alternativa incorreta:
Dissecção tipo A → sempre cirurgia emergência; Tipo B → manejo clínico inicial, cirurgia se complicações.
A dissecção aórtica tipo A (envolvendo a aorta ascendente) é uma emergência cirúrgica devido ao alto risco de complicações fatais como tamponamento cardíaco e insuficiência aórtica. Já a dissecção tipo B (apenas aorta descendente) é inicialmente manejada clinicamente, com cirurgia reservada para complicações.
A dissecção aguda da aorta é uma emergência cardiovascular grave, caracterizada pela separação das camadas da parede aórtica, criando um falso lúmen. Sua incidência é de aproximadamente 3 a 4 casos por 100.000 pessoas/ano, sendo mais comum em homens e idosos. O reconhecimento precoce e a intervenção adequada são cruciais devido à alta mortalidade associada, especialmente no tipo A. A classificação mais utilizada é a de Stanford, que divide as dissecções em Tipo A (envolve a aorta ascendente, independentemente do ponto de origem) e Tipo B (restrita à aorta descendente, distal à artéria subclávia esquerda). A fisiopatologia envolve a ruptura da íntima, permitindo a entrada de sangue na camada média e a formação do falso lúmen. A dor torácica súbita e intensa, muitas vezes descrita como 'rasgando', é o sintoma mais comum, podendo irradiar para as costas. O tratamento difere significativamente entre os tipos. A dissecção tipo A é uma emergência cirúrgica absoluta, visando a reparação da aorta ascendente e a prevenção de complicações como insuficiência aórtica e tamponamento. A dissecção tipo B, por outro lado, é inicialmente tratada clinicamente com controle rigoroso da pressão arterial e frequência cardíaca, e a intervenção cirúrgica ou endovascular é reservada para casos complicados (ruptura, má perfusão de órgãos, dor refratária ou expansão do diâmetro aórtico).
A dissecção aguda da aorta é classificada principalmente pela Classificação de Stanford em Tipo A (envolve aorta ascendente) e Tipo B (restrita à aorta descendente). O Tipo A é mais grave, com alta mortalidade e frequentemente associado a insuficiência aórtica e tamponamento.
Para a dissecção tipo A, a correção cirúrgica de emergência é mandatória devido ao alto risco de complicações fatais. Para a dissecção tipo B, o tratamento inicial é clínico, com controle rigoroso da pressão arterial e frequência cardíaca, e cirurgia reservada para complicações.
Hipertensão arterial sistêmica é o principal fator de risco. Outros incluem síndromes genéticas como Marfan e Ehlers-Danlos. Complicações do tipo A incluem insuficiência aórtica, tamponamento cardíaco e isquemia de órgãos. O tipo B pode causar oclusão arterial de membros ou isquemia visceral.
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