FMC/HEAA - Faculdade de Medicina de Campos - Hospital Álvaro Alvim (RJ) — Prova 2021
Dissecção aguda da aorta ascendente pode causar infarto agudo do miocárdio. A despeito de ser raro, a artéria coronariana ou o ramo coronariano mais provavelmente envolvida(o) é:
Dissecção aguda da aorta ascendente (Tipo A) → IAM por envolvimento da coronária direita (mais comum).
A dissecção aguda da aorta ascendente (Tipo A de Stanford) pode estender-se para as artérias coronárias, causando infarto agudo do miocárdio. Embora raro, o envolvimento da artéria coronária direita é mais frequente devido à sua origem mais próxima da valva aórtica e à sua anatomia, que a torna mais suscetível à extensão da dissecção ou à compressão pelo hematoma.
A dissecção aguda da aorta ascendente (Tipo A de Stanford) é uma emergência cardiovascular com alta morbimortalidade, exigindo reconhecimento e intervenção cirúrgica imediatos. Uma de suas complicações mais graves, embora menos comum que a insuficiência aórtica ou o tamponamento cardíaco, é o infarto agudo do miocárdio (IAM). Este ocorre quando a dissecção se estende para a origem das artérias coronárias, comprometendo o fluxo sanguíneo. O mecanismo de envolvimento coronariano pode ser a extensão do flap intimal para dentro do óstio da coronária, a compressão extrínseca da artéria pelo hematoma dissecante na parede aórtica, ou a trombose secundária. A artéria coronária direita (ACD) é a mais frequentemente envolvida. Isso se deve à sua origem mais anterior e próxima da valva aórtica, tornando-a mais suscetível à propagação da dissecção ou à compressão pelo hematoma que se forma na parede da aorta ascendente. O diagnóstico de IAM em um contexto de dissecção aórtica pode ser desafiador, pois a dor torácica é o sintoma predominante em ambos. A suspeita deve ser alta em pacientes com dor torácica súbita e intensa, especialmente se acompanhada de alterações eletrocardiográficas ou elevação de marcadores cardíacos. A tomografia computadorizada com contraste é o exame de escolha para confirmar a dissecção aórtica e avaliar o envolvimento coronariano.
A dissecção pode estender-se para a origem das artérias coronárias, causando oclusão por extensão do flap intimal, compressão extrínseca pelo hematoma ou trombose secundária, resultando em isquemia miocárdica.
A dissecção aórtica tipo A é uma emergência cirúrgica com alta mortalidade. O diagnóstico rápido é crucial para o tratamento cirúrgico imediato, que visa reparar a aorta e prevenir complicações fatais como o IAM, insuficiência aórtica grave ou tamponamento cardíaco.
Os sintomas clássicos incluem dor torácica súbita e intensa, descrita como "rasgando" ou "dilacerante", que pode irradiar para as costas. Pode haver também assimetria de pulsos, déficits neurológicos e sinais de insuficiência cardíaca ou choque.
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