COC - Centro Oncológico de Cuiabá (MT) — Prova 2020
Um homem de 59 anos, obeso, com hipertensão arterial sistêmica de longa data, em tratamento irregular, chega à Emergência com dor torácica intensa, com irradiação para o dorso. Observam-se PA= 230x140mmHg, FC= 112bpm, hiperfonese de 2ª bulha em área aórtica, ECG em repouso que demonstra hipertrofia do ventrículo esquerdo e troponina I = 0,1ng/dl. A hipótese diagnóstica mais provável é _______________, e a conduta medicamentosa intravenosa de imediato é usar _______________. Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas anteriores:
Dor torácica súbita irradiando para dorso + HAS grave + HVE → Dissecção de aorta; iniciar betabloqueador (Metoprolol).
A dissecção aguda de aorta é uma emergência cardiovascular com alta mortalidade. A dor torácica intensa e súbita com irradiação para o dorso, associada à hipertensão grave e achados de hipertrofia ventricular esquerda, são altamente sugestivos. O tratamento inicial visa reduzir a pressão arterial e a frequência cardíaca para diminuir o estresse na parede aórtica, sendo os betabloqueadores a primeira escolha.
A dissecção aguda de aorta é uma condição grave e potencialmente fatal, caracterizada pela separação das camadas da parede aórtica, formando um falso lúmen. Sua incidência é maior em pacientes com hipertensão arterial sistêmica de longa data, aterosclerose e doenças do tecido conjuntivo. O reconhecimento precoce é fundamental devido à alta mortalidade se não tratada. O diagnóstico é suspeitado clinicamente pela dor torácica súbita, intensa e irradiada para o dorso, frequentemente associada à hipertensão grave. Achados como assimetria de pulsos, sopro de insuficiência aórtica e alterações no ECG (como hipertrofia ventricular esquerda) reforçam a suspeita. A angiotomografia de tórax é o exame de imagem de escolha para confirmar o diagnóstico e classificar a dissecção. O tratamento inicial visa estabilizar o paciente, com controle agressivo da pressão arterial e frequência cardíaca para reduzir o estresse na parede aórtica. Betabloqueadores (como metoprolol ou esmolol) são a primeira linha. A cirurgia é indicada para dissecções tipo A (envolvendo a aorta ascendente), enquanto dissecções tipo B (apenas aorta descendente) podem ter manejo clínico inicial.
A dissecção aguda de aorta tipicamente se manifesta com dor torácica súbita e intensa, frequentemente descrita como "rasgante" ou "dilacerante", com irradiação para o dorso. Pode haver assimetria de pulsos ou pressão arterial, e sinais de insuficiência aórtica.
O controle rigoroso da pressão arterial e da frequência cardíaca é crucial para reduzir o estresse de cisalhamento na parede aórtica, prevenindo a progressão da dissecção e a ruptura. Betabloqueadores são a primeira linha para atingir esses objetivos.
Embora ambas possam causar dor torácica, a dissecção de aorta frequentemente tem dor de início súbito e irradiada para o dorso, com HAS grave e sem alterações isquêmicas típicas no ECG. A troponina pode estar levemente elevada em ambas, mas a clínica e exames de imagem (ex: angiotomografia) são decisivos.
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