Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2019
Um menino de dez anos de idade sofreu uma queda de uma laje e foi levado ao setor de emergência pediátrica com diminuição importante da força muscular nos quatro membros, reflexos osteotendíneos abolidos, pupilas isocóricas e fotorreagentes, escala de coma de Glasgow de 15, sem fraturas aparentes, com boa dinâmica respiratória, mantendo saturação de oxigênio de 95% em ar ambiente, frequência cardíaca de 128 bpm e pressão arterial de 80 x 50 mmHg. Com base nesse caso hipotético, é correto afirmar que
Lesão medular acima de T6 → Disreflexia autonômica (hipertensão, cefaleia, sudorese) é complicação grave.
A disreflexia autonômica é uma emergência médica que pode ocorrer em pacientes com lesão medular acima de T6, caracterizada por hipertensão paroxística, cefaleia e sudorese, desencadeada por estímulos nocivos abaixo da lesão. É crucial reconhecer seus sintomas para um manejo rápido.
A lesão medular aguda é uma condição devastadora que resulta em perda de função motora, sensitiva e autonômica abaixo do nível da lesão. O trauma raquimedular é a principal causa, e a avaliação inicial deve seguir os princípios do ATLS, focando na estabilização da via aérea, respiração e circulação, com imobilização da coluna. É crucial diferenciar o choque medular, que é a perda temporária de reflexos e tônus, do choque neurogênico, que é uma forma de choque distributivo com hipotensão e bradicardia devido à disfunção do sistema nervoso simpático. Um dos pontos mais importantes no manejo a longo prazo e nas complicações agudas é a disreflexia autonômica. Esta síndrome ocorre em pacientes com lesões medulares acima de T6 e é desencadeada por estímulos nocivos (como bexiga cheia, impactação fecal, úlceras de pressão) abaixo do nível da lesão, levando a uma resposta simpática desregulada. Os sintomas incluem hipertensão grave, cefaleia, sudorese e rubor facial, podendo culminar em AVC ou morte se não tratada prontamente. O tratamento da disreflexia autonômica envolve a identificação e remoção do estímulo desencadeante, além de medidas farmacológicas para controlar a hipertensão. A metilprednisolona, que já foi usada, não é mais rotineiramente recomendada devido à falta de evidências de benefício e ao risco de efeitos adversos. O prognóstico da lesão medular depende da extensão e nível da lesão, sendo essencial uma reabilitação multidisciplinar para maximizar a recuperação funcional e prevenir complicações.
A disreflexia autonômica é uma síndrome potencialmente fatal que ocorre em pacientes com lesão medular acima de T6. É caracterizada por hipertensão paroxística, cefaleia pulsátil, sudorese profusa, rubor facial acima da lesão e bradicardia reflexa, desencadeada por estímulos nocivos abaixo da lesão.
O reflexo bulbocavernoso é um indicador de que o choque medular está terminando. Sua ausência durante o choque medular é normal, mas sua presença após o choque medular indica uma lesão medular incompleta, enquanto sua ausência persistente após o choque medular sugere lesão completa.
Estudos recentes e metanálises não demonstraram benefício clínico significativo da metilprednisolona em altas doses para lesão medular aguda, e seu uso está associado a um aumento de efeitos adversos graves, como infecções e sangramento gastrointestinal.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo