CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2018
Assinale a alternativa que apresenta a melhor utilização dos viscoelásticos:
Perda vítrea → Coesivo empurra o vítreo; Dispersivo mantém a pressão.
A combinação de viscoelásticos (OVDs) aproveita as propriedades de coesão para manipulação de tecidos e dispersão para proteção endotelial e tamponamento.
Os Dispositivos Viscoelásticos Oftalmológicos (OVD) revolucionaram a cirurgia de segmento anterior. A escolha do agente depende do objetivo cirúrgico: OVDs coesivos são ideais para a capsulorréxis e implante de LIO, enquanto os dispersivos são essenciais para proteção endotelial em cataratas duras. No manejo de complicações, a técnica de 'compartimentalização' com OVDs é crucial para o sucesso da vitrectomia anterior.
Viscoelásticos coesivos (ex: Hialuronato de sódio de alto peso molecular) possuem alta tensão superficial e as moléculas 'grudam' umas nas outras, sendo excelentes para criar e manter espaços. Viscoelásticos dispersivos (ex: Condroitina sulfato) possuem baixa tensão superficial, revestem melhor as estruturas (como o endotélio) e não são aspirados facilmente, permanecendo na câmara anterior durante a facoemulsificação.
Em caso de ruptura de cápsula posterior com perda vítrea, o viscoelástico coesivo é usado para empurrar o vítreo de volta para o segmento posterior (viscodissecção posterior). O viscoelástico dispersivo é então injetado por cima para selar a ruptura e manter a câmara anterior pressurizada, impedindo que mais vítreo prolapse durante as manobras cirúrgicas.
É uma técnica que utiliza os dois tipos de OVD simultaneamente. Primeiro, injeta-se um viscoelástico dispersivo para revestir e proteger o endotélio corneano. Em seguida, injeta-se um viscoelástico coesivo abaixo do dispersivo para aplanar a cápsula anterior e aprofundar a câmara, facilitando a capsulorréxis.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo