HDG - Hospital Dilson Godinho (MG) — Prova 2015
Uma criança de oito anos de idade apresenta, no último ano, crises frequentes de sibilância com despertares noturnos semanais, necessitando de broncodilatador de alívio mais de duas vezes por semana. O médico decide por iniciar tratamento anti- inflamatório. Nesse caso, qual dispositivo é o mais adequado para liberar medicamento nas vias respiratórias?
Asma persistente >5 anos: Inalador pó seco (DPI) ou pMDI com espaçador são opções para ICS, dependendo da capacidade de coordenação.
Para crianças com asma persistente, a escolha do dispositivo inalatório é crucial para a eficácia do tratamento. Embora o inalador pressurizado dosimetrado (pMDI) com espaçador valvulado seja frequentemente preferido para crianças, o inalador de pó seco (DPI) pode ser adequado para crianças acima de 6-8 anos que conseguem realizar a manobra inspiratória correta e forte.
A asma é uma doença crônica comum na infância, caracterizada por inflamação das vias aéreas e hiperresponsividade brônquica, manifestando-se por sibilância, tosse, dispneia e aperto no peito. O manejo eficaz da asma pediátrica é crucial para controlar os sintomas, prevenir exacerbações e garantir uma boa qualidade de vida, sendo um tópico frequente em provas de residência e na prática clínica. O tratamento da asma persistente em crianças envolve o uso regular de corticosteroides inalatórios (CI) como terapia de controle. A escolha do dispositivo inalatório é um pilar fundamental para o sucesso terapêutico, pois a entrega eficaz do medicamento depende da capacidade da criança de coordenar a inalação. Para crianças pequenas (<5 anos), o inalador pressurizado dosimetrado (pMDI) com espaçador e máscara facial é a opção preferencial. Para crianças maiores (5-11 anos), o pMDI com espaçador valvulado é geralmente recomendado, mas inaladores de pó seco (DPI) podem ser utilizados se a criança for capaz de realizar uma inspiração rápida e profunda. A avaliação da técnica inalatória é essencial em cada consulta para garantir a máxima eficácia do tratamento. O médico deve demonstrar o uso correto do dispositivo e pedir que a criança o faça, corrigindo eventuais erros. O controle da asma é monitorado pela frequência dos sintomas, despertares noturnos, uso de broncodilatador de alívio e limitações de atividade, ajustando-se a terapia conforme a resposta clínica.
A asma persistente é classificada pela frequência de sintomas diurnos, despertares noturnos, uso de broncodilatador de alívio e limitações de atividade. A asma persistente moderada, como no caso, envolve sintomas diurnos diários, despertares noturnos semanais e uso de broncodilatador diário.
A escolha correta do dispositivo garante a deposição adequada do medicamento nas vias aéreas inferiores, maximizando a eficácia do tratamento e minimizando efeitos adversos. A técnica de uso é fundamental para o sucesso terapêutico.
DPIs podem ser considerados para crianças a partir dos 6-8 anos de idade que demonstram capacidade de realizar uma inspiração rápida e profunda, essencial para a ativação e entrega eficaz do medicamento em pó.
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