UNIRV - Universidade de Rio Verde (GO) — Prova 2022
A inserção do dispositivo intrauterino (DIU) faz parte da carteira de serviço do médico de Família e Comunidade. A médica da Clínica da Família Nelci Vieira Clemente recebeu nesta semana 4 mulheres relatando desejo de fazer uso do DIU, são elas: Luíza, 23 anos, casada e aguardando resultado do BetaHCG: Érica, 30 anos, não está grávida no momento, porém já teve um aborto: Carolina, 28 anos, que vai fazer uma colposcopia na próxima semana e Fernanda, 32 anos, que relata dor no abdome inferior e leucorreia com prurido, ao toque dor a palpação dos anexos e mobilização colo. Para qual paciente está indicado esse método?
DIU contraindicado em gravidez suspeita/confirmada, infecção pélvica ativa ou lesões cervicais não investigadas.
A inserção do DIU requer a exclusão de gravidez e infecções pélvicas ativas. Pacientes com suspeita de gravidez, infecção genital ou lesões cervicais não investigadas (como antes de uma colposcopia) não são candidatas à inserção imediata. Érica, sem gravidez e com histórico de aborto, é a candidata mais adequada após confirmação da ausência de gestação.
A inserção do Dispositivo Intrauterino (DIU) é um procedimento comum na atenção primária e um método contraceptivo de longa duração altamente eficaz. É fundamental que o médico de Família e Comunidade domine os critérios de elegibilidade e as contraindicações para garantir a segurança da paciente. A avaliação pré-inserção deve ser rigorosa para evitar complicações. Os critérios de elegibilidade da OMS (Organização Mundial da Saúde) são amplamente utilizados. As contraindicações absolutas incluem gravidez confirmada ou suspeita, infecção pélvica ativa (Doença Inflamatória Pélvica, cervicite purulenta), sangramento vaginal inexplicado (até que a causa seja investigada), neoplasias ginecológicas (câncer de colo uterino ou endométrio) e malformações uterinas que distorçam a cavidade. No caso das pacientes apresentadas: Luíza aguarda BetaHCG, então há suspeita de gravidez. Carolina fará colposcopia, indicando que há uma lesão cervical a ser investigada, o que contraindica a inserção até o resultado. Fernanda apresenta sinais de infecção pélvica ativa (dor, leucorreia, dor à mobilização do colo e anexos), o que é uma contraindicação absoluta. Érica, sem gravidez e com histórico de aborto, é a única candidata elegível, desde que não haja outras contraindicações e após a confirmação da ausência de gravidez e avaliação ultrassonográfica.
As contraindicações absolutas incluem gravidez confirmada ou suspeita, infecção pélvica ativa (Doença Inflamatória Pélvica, cervicite purulenta), sangramento vaginal inexplicado e neoplasias ginecológicas (câncer de colo uterino ou endométrio).
A inserção do DIU em uma mulher grávida pode levar a aborto séptico, infecção, perfuração uterina e complicações graves para a mãe e o feto, sendo uma contraindicação formal.
Não, uma história de aborto espontâneo não é uma contraindicação para o DIU. Pelo contrário, o DIU é um método contraceptivo eficaz e seguro para mulheres que desejam evitar futuras gestações, após a resolução do aborto.
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