Santa Casa de Alfenas - Casa de Caridade (MG) — Prova 2024
Com relação ao dispositivo intrauterino (DIU), podemos afirmar que:
DIU pode ser inserido 4 semanas pós-parto vaginal; taxa de expulsão inversamente proporcional ao tempo pós-parto.
A inserção do DIU é segura e eficaz no pós-parto, sendo recomendada a partir de 4 semanas após o parto vaginal. A taxa de expulsão é maior quando inserido imediatamente pós-parto, diminuindo com o tempo. Não há associação causal entre DIU e vaginite por Actinomyces israelii, e a profilaxia antibiótica não é rotineiramente indicada para suspeita de infecção subclínica por Chlamydia antes da inserção.
O dispositivo intrauterino (DIU), tanto o de cobre quanto o hormonal, é um método contraceptivo altamente eficaz e de longa duração, sendo uma excelente opção para mulheres no pós-parto. A inserção do DIU pode ser realizada em diferentes momentos após o parto, com considerações específicas para cada período. A inserção imediata (até 10 minutos após a dequitação da placenta) é possível, mas está associada a uma taxa de expulsão mais elevada. A inserção entre 4 e 6 semanas pós-parto vaginal é considerada segura e eficaz, com menor risco de expulsão. A taxa de expulsão do DIU é um fator importante a ser considerado. Ela é maior nas inserções imediatas pós-parto e diminui à medida que o útero involui e retorna ao seu tamanho normal. Portanto, a afirmação de que a taxa de expulsão é diretamente proporcional ao tempo de inserção é incorreta; na verdade, é inversamente proporcional ao tempo pós-parto. A avaliação para infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) é importante antes da inserção do DIU. No entanto, a antibioticoprofilaxia não é rotineiramente indicada para suspeita de infecção subclínica por Chlamydia; o correto é tratar a infecção confirmada antes da inserção. É importante desmistificar a associação do DIU com infecções graves. Embora o risco de doença inflamatória pélvica (DIP) seja ligeiramente aumentado nas primeiras 3 semanas após a inserção (principalmente devido a ISTs preexistentes), o DIU não causa DIP. A presença de Actinomyces israelii em esfregaços cervicais de usuárias de DIU é um achado comum e geralmente assintomático, não indicando uma infecção ativa ou a necessidade de remoção do DIU, a menos que haja sintomas de infecção pélvica. Para residentes, o conhecimento preciso sobre o DIU é fundamental para aconselhar e oferecer o melhor método contraceptivo às pacientes.
O DIU pode ser inserido com segurança a partir de 4 semanas após um parto vaginal. A inserção imediata pós-parto (até 10 minutos após a dequitação da placenta) também é uma opção, mas com maior taxa de expulsão.
Sim, a taxa de expulsão do DIU é inversamente proporcional ao tempo de inserção pós-parto. É mais alta quando inserido imediatamente após o parto e diminui progressivamente à medida que o útero involui, sendo menor após 4 semanas.
A presença de Actinomyces israelii em usuárias de DIU é geralmente um achado citológico sem significado clínico de infecção ativa, e não uma vaginite. Para Chlamydia, a profilaxia antibiótica não é rotineiramente indicada para suspeita de infecção subclínica antes da inserção do DIU, mas sim o tratamento da infecção confirmada.
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