HIS - Hospital Infantil Sabará (SP) — Prova 2022
Você está atendendo uma paciente do sexo feminino de 16 anos de idade, que comparece em consulta ambulatorial. A paciente relata que gostaria de iniciar o uso de método contraceptivo.A paciente optou por uso de dispositivo intrauterino (DIU) de cobre. Ela retornou posteriormente ao implante do DIU, após 18 meses, com queixa de sangramento abundante e persistente, sem causa definida. Qual conduta deve ser adotada neste momento?
Menorragia persistente e abundante após 18 meses de DIU de cobre, sem outra causa → retirada do DIU e reavaliação contraceptiva.
O DIU de cobre é uma causa conhecida de aumento do fluxo e duração menstrual. Se o sangramento abundante e persistente ocorrer após um período de adaptação (18 meses neste caso) e impactar a qualidade de vida da paciente, a retirada do dispositivo e a escolha de um método contraceptivo alternativo é a conduta mais apropriada.
O Dispositivo Intrauterino (DIU) de cobre é um método contraceptivo de longa duração, altamente eficaz e reversível, amplamente utilizado globalmente. Ele age liberando íons de cobre que criam um ambiente espermicida e inflamatório no útero, impedindo a fertilização e a implantação. É uma excelente opção para muitas mulheres, incluindo adolescentes, mas possui um perfil de efeitos colaterais específico. Um dos efeitos adversos mais conhecidos do DIU de cobre é o aumento do sangramento menstrual (menorragia) e das cólicas, especialmente nos primeiros meses após a inserção. Embora esses sintomas tendam a diminuir com o tempo, em algumas pacientes, o sangramento pode permanecer abundante e persistente, impactando significativamente a qualidade de vida e podendo levar à anemia. Nesses casos, é fundamental investigar outras causas de sangramento uterino anormal, mas se o DIU for a causa provável e não houver melhora com o tempo ou tratamento sintomático, a remoção é a conduta indicada. A abordagem para menorragia induzida por DIU de cobre deve ser individualizada. Inicialmente, pode-se tentar o manejo sintomático com anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) ou ácido tranexâmico, que reduzem o fluxo. No entanto, se o sangramento for refratário, causar anemia ou for inaceitável para a paciente após um período razoável (como 18 meses), a retirada do DIU e a oferta de um método contraceptivo alternativo, como o DIU hormonal (que geralmente reduz o sangramento) ou contraceptivos orais, tornam-se a opção mais adequada.
Os efeitos colaterais mais comuns do DIU de cobre incluem aumento do fluxo menstrual (menorragia), cólicas mais intensas e sangramento intermenstrual, especialmente nos primeiros meses após a inserção.
O sangramento é considerado anormal se for excessivamente abundante, prolongado, causar anemia ou impactar significativamente a qualidade de vida da paciente, especialmente se persistir após o período de adaptação inicial (geralmente 3-6 meses).
Após a retirada, podem ser consideradas opções como DIU hormonal (Mirena), contraceptivos orais combinados, implantes subdérmicos ou outros métodos que ajudem a controlar o sangramento menstrual.
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