DIU de Cobre e Menorragia: Quando Remover o Dispositivo?

HIS - Hospital Infantil Sabará (SP) — Prova 2022

Enunciado

Você está atendendo uma paciente do sexo feminino de 16 anos de idade, que comparece em consulta ambulatorial. A paciente relata que gostaria de iniciar o uso de método contraceptivo.A paciente optou por uso de dispositivo intrauterino (DIU) de cobre. Ela retornou posteriormente ao implante do DIU, após 18 meses, com queixa de sangramento abundante e persistente, sem causa definida. Qual conduta deve ser adotada neste momento?

Alternativas

  1. A) Retirada do DIU e escolha de outro método.
  2. B) Prescrição de anti-inflamatório não esteroide por 5 dias.
  3. C) Troca por outro dispositivo intrauterino (DIU) de cobre.
  4. D) Prescrição de ácido tranexâmico por 5 dias.
  5. E) Manter o DIU e solicitar exames para investigação de coagulopatia.

Pérola Clínica

Menorragia persistente e abundante após 18 meses de DIU de cobre, sem outra causa → retirada do DIU e reavaliação contraceptiva.

Resumo-Chave

O DIU de cobre é uma causa conhecida de aumento do fluxo e duração menstrual. Se o sangramento abundante e persistente ocorrer após um período de adaptação (18 meses neste caso) e impactar a qualidade de vida da paciente, a retirada do dispositivo e a escolha de um método contraceptivo alternativo é a conduta mais apropriada.

Contexto Educacional

O Dispositivo Intrauterino (DIU) de cobre é um método contraceptivo de longa duração, altamente eficaz e reversível, amplamente utilizado globalmente. Ele age liberando íons de cobre que criam um ambiente espermicida e inflamatório no útero, impedindo a fertilização e a implantação. É uma excelente opção para muitas mulheres, incluindo adolescentes, mas possui um perfil de efeitos colaterais específico. Um dos efeitos adversos mais conhecidos do DIU de cobre é o aumento do sangramento menstrual (menorragia) e das cólicas, especialmente nos primeiros meses após a inserção. Embora esses sintomas tendam a diminuir com o tempo, em algumas pacientes, o sangramento pode permanecer abundante e persistente, impactando significativamente a qualidade de vida e podendo levar à anemia. Nesses casos, é fundamental investigar outras causas de sangramento uterino anormal, mas se o DIU for a causa provável e não houver melhora com o tempo ou tratamento sintomático, a remoção é a conduta indicada. A abordagem para menorragia induzida por DIU de cobre deve ser individualizada. Inicialmente, pode-se tentar o manejo sintomático com anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) ou ácido tranexâmico, que reduzem o fluxo. No entanto, se o sangramento for refratário, causar anemia ou for inaceitável para a paciente após um período razoável (como 18 meses), a retirada do DIU e a oferta de um método contraceptivo alternativo, como o DIU hormonal (que geralmente reduz o sangramento) ou contraceptivos orais, tornam-se a opção mais adequada.

Perguntas Frequentes

Quais são os efeitos colaterais mais comuns do DIU de cobre?

Os efeitos colaterais mais comuns do DIU de cobre incluem aumento do fluxo menstrual (menorragia), cólicas mais intensas e sangramento intermenstrual, especialmente nos primeiros meses após a inserção.

Quando o sangramento associado ao DIU de cobre é considerado anormal?

O sangramento é considerado anormal se for excessivamente abundante, prolongado, causar anemia ou impactar significativamente a qualidade de vida da paciente, especialmente se persistir após o período de adaptação inicial (geralmente 3-6 meses).

Quais alternativas contraceptivas podem ser consideradas após a retirada do DIU de cobre por menorragia?

Após a retirada, podem ser consideradas opções como DIU hormonal (Mirena), contraceptivos orais combinados, implantes subdérmicos ou outros métodos que ajudem a controlar o sangramento menstrual.

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