UNESC - Centro Universitário do Espírito Santo — Prova 2025
Uma paciente, de 23 anos, nuligesta, procura atendimento ginecológico para discutir métodos contraceptivos. Tem vida sexual ativa há 2 anos e está em uso de pílula de estrogênio e progesterona, mas relata preocupação, pois sua mãe foi recentemente diagnosticada com câncer de mama. No exame físico, o útero está em posição antevertida, com tamanho normal, móvel e indolor, os anexos são impalpáveis e o colo apresenta leve ectopia. A paciente está menstruada no momento e deseja iniciar o uso de dispositivo intrauterino (DIU) de cobre. Considerando o caso acima, é correto afirmar que:
DIU de cobre é seguro e eficaz para nuligestas; histórico familiar de câncer de mama não é contraindicação.
O DIU de cobre é um método contraceptivo de longa duração, altamente eficaz e reversível, seguro para nuligestas. Sua ação é principalmente espermicida e inflamatória local, não tendo impacto hormonal, o que o torna uma excelente opção para pacientes com preocupações sobre hormônios ou histórico familiar de câncer de mama.
O dispositivo intrauterino (DIU) de cobre é um método contraceptivo de longa duração e alta eficácia, com uma taxa de falha inferior a 1% ao ano. É uma opção valiosa para mulheres que buscam contracepção sem hormônios, sendo particularmente relevante para aquelas com contraindicações a métodos hormonais ou preocupações com seus efeitos sistêmicos. A sua popularidade tem crescido, especialmente entre mulheres jovens e nuligestas, que buscam métodos práticos e reversíveis. O mecanismo de ação do DIU de cobre envolve a liberação de íons de cobre na cavidade uterina, que induzem uma reação inflamatória local. Essa inflamação cria um ambiente espermicida, alterando a motilidade e viabilidade dos espermatozoides e impedindo a fertilização. Além disso, o cobre pode ter um efeito direto sobre o óvulo e o endométrio, dificultando a implantação. É crucial desmistificar a ideia de que o DIU de cobre é contraindicado para nuligestas; estudos demonstram sua segurança e eficácia nesse grupo, com baixas taxas de complicações. A inserção do DIU de cobre pode ser realizada em qualquer fase do ciclo menstrual, desde que a gravidez seja excluída. A inserção durante a menstruação pode ser vantajosa devido à dilatação cervical natural. O histórico familiar de câncer de mama não é uma contraindicação para o DIU de cobre, pois este não possui componentes hormonais. É importante orientar a paciente sobre possíveis efeitos colaterais, como aumento do fluxo menstrual e cólicas, que tendem a diminuir com o tempo.
As contraindicações incluem gravidez confirmada ou suspeita, infecção pélvica ativa, doença inflamatória pélvica recente, sangramento vaginal inexplicado, anomalias uterinas congênitas ou adquiridas que distorcem a cavidade, e doença de Wilson ou alergia ao cobre.
Sim, a inserção do DIU de cobre durante a menstruação é aceitável e até preferível para algumas pacientes, pois o colo uterino está naturalmente mais dilatado, facilitando o procedimento e confirmando a ausência de gravidez.
O DIU de cobre atua liberando íons de cobre que criam uma reação inflamatória estéril no útero, tornando o ambiente tóxico para espermatozoides e óvulos, impedindo a fertilização e a implantação. Não causa atrofia endometrial como seu principal mecanismo.
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