Isquemia Cerebral Extracraniana: Displasia Fibromuscular

Santa Casa de Ourinhos (SP) — Prova 2021

Enunciado

Sobre isquemia cerebral de origem extracraniana, marque a CORRETA:

Alternativas

  1. A) A arterite de Takayasu pode levar a isquemia cerebral extracraniana, sendo mais comum em homens a partir da sexta década de vida.
  2. B) A displasia fibromuscular ocorre mais frequentemente em pacientes do sexo feminino.
  3. C) A aterosclerose não é causa comum de ataque isquêmico transitório e de acidente vascular cerebral.
  4. D) Na displasia fibromuscular a cirurgia de endarterectomia de carótidas é sempre o melhor tratamento.

Pérola Clínica

Displasia fibromuscular → Causa de isquemia cerebral extracraniana, mais comum em mulheres.

Resumo-Chave

A displasia fibromuscular é uma doença não inflamatória e não aterosclerótica que afeta as artérias de médio e grande calibre, sendo uma causa importante de isquemia cerebral de origem extracraniana. É classicamente mais prevalente em mulheres jovens e de meia-idade.

Contexto Educacional

A isquemia cerebral de origem extracraniana refere-se a eventos isquêmicos no cérebro causados por patologias nas artérias que o suprem antes de entrarem na caixa craniana, como as artérias carótidas e vertebrais. É uma área crucial na neurologia, pois muitas dessas condições são tratáveis e preveníveis. A compreensão das diferentes etiologias é fundamental para o diagnóstico e manejo adequados, impactando diretamente o prognóstico do paciente. Entre as causas, a aterosclerose é a mais comum, levando a estenoses e embolias. No entanto, outras condições como a displasia fibromuscular (DFM) e as arterites (ex: Takayasu) também são importantes. A DFM é uma doença não inflamatória e não aterosclerótica que causa estenoses, oclusões ou aneurismas em artérias de médio e grande calibre, sendo classicamente mais prevalente em mulheres jovens e de meia-idade. A arterite de Takayasu, por sua vez, é uma vasculite granulomatosa que afeta grandes vasos, mais comum em mulheres jovens asiáticas. O diagnóstico preciso da causa da isquemia é essencial para guiar o tratamento. Enquanto a aterosclerose pode se beneficiar de endarterectomia ou angioplastia com stent, a DFM pode ser tratada com angioplastia transluminal percutânea e as arterites com imunossupressores. O manejo adequado dessas condições extracranianas é vital para prevenir novos eventos isquêmicos e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais causas de isquemia cerebral de origem extracraniana?

As principais causas incluem aterosclerose das artérias carótidas e vertebrais, displasia fibromuscular, arterites (como Takayasu) e dissecções arteriais.

Qual a epidemiologia da displasia fibromuscular?

A displasia fibromuscular é mais comum em mulheres, geralmente entre 20 e 60 anos, e pode afetar múltiplas artérias, sendo as renais e carótidas as mais frequentemente envolvidas.

Como a aterosclerose se relaciona com a isquemia cerebral?

A aterosclerose é uma causa comum de ataque isquêmico transitório (AIT) e acidente vascular cerebral (AVC), principalmente por estenose ou formação de placas nas artérias carótidas e vertebrais que podem embolizar para o cérebro.

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