Displasia Fibromuscular: Causa de Isquemia Cerebral Extracraniana

HOB - Hospital Oftalmológico de Brasília (DF) — Prova 2020

Enunciado

Sobre isquemia cerebral de origem extracraniana, marque a CORRETA:

Alternativas

  1. A) A arterite de Takayasu pode levar a isquemia cerebral extracraniana, sendo mais comum em homens a partir da sexta década de vida.
  2. B) A displasia fibromuscular ocorre mais frequentemente em pacientes do sexo feminino.
  3. C) A aterosclerose não é causa comum de ataque isquêmico transitório e de acidente vascular cerebral.
  4. D) Na displasia fibromuscular a cirurgia de endarterectomia de carótidas é sempre o melhor tratamento.

Pérola Clínica

Displasia fibromuscular = causa de isquemia cerebral extracraniana, mais comum em mulheres jovens.

Resumo-Chave

A displasia fibromuscular é uma doença vascular não inflamatória e não aterosclerótica que afeta artérias de médio e grande calibre, sendo uma causa importante de isquemia cerebral extracraniana, especialmente em mulheres jovens. Seu tratamento é individualizado e nem sempre cirúrgico.

Contexto Educacional

A isquemia cerebral de origem extracraniana é uma condição grave que pode levar a acidentes vasculares cerebrais (AVC) e ataques isquêmicos transitórios (AIT). As causas são variadas, incluindo aterosclerose, arterites e displasia fibromuscular, sendo crucial o diagnóstico diferencial para o manejo adequado. A compreensão dessas etiologias é fundamental para residentes e estudantes de medicina. A displasia fibromuscular (DFM) é uma doença vascular não inflamatória e não aterosclerótica que causa estenose, oclusão ou aneurismas em artérias de médio e grande calibre, como as carótidas e vertebrais. É mais prevalente em mulheres jovens e de meia-idade, ao contrário da aterosclerose, que é mais comum em idosos e associada a fatores de risco cardiovasculares. A fisiopatologia envolve um desenvolvimento anormal das paredes arteriais. O diagnóstico da DFM é feito por exames de imagem como angiotomografia, angiorressonância ou angiografia digital. O tratamento é individualizado e pode variar desde o controle de fatores de risco e uso de antiagregantes plaquetários até intervenções como angioplastia com balão ou, raramente, cirurgia, dependendo da apresentação clínica e da extensão da doença. É importante não confundir a DFM com a aterosclerose, pois as abordagens terapêuticas são distintas.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas da displasia fibromuscular que levam à isquemia cerebral?

Os sintomas podem incluir cefaleia, zumbido pulsátil, tontura, e sinais de ataque isquêmico transitório ou AVC, como fraqueza ou dormência unilateral, devido à estenose ou aneurismas arteriais.

Qual o tratamento de escolha para a displasia fibromuscular com isquemia cerebral?

O tratamento é individualizado, podendo incluir controle de fatores de risco, antiagregantes plaquetários, e em casos selecionados, angioplastia com balão ou cirurgia, dependendo da localização e gravidade das lesões.

Como diferenciar a displasia fibromuscular da aterosclerose carotídea?

A displasia fibromuscular tipicamente afeta mulheres jovens, sem fatores de risco ateroscleróticos clássicos, e tem um padrão de 'colar de contas' na angiografia, diferente das placas ateroscleróticas focais.

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