HMMG - Hospital e Maternidade Municipal de Guarulhos (SP) — Prova 2023
Paciente feminina, recém-nascida, com manobras de Ortolani e Barlow positivas, comparece à consulta pediátrica com os pais preocupados. Em relação à ortopedia infantil, assinalar a alternativa CORRETA:
Manobras Ortolani/Barlow + em RN → suspeitar DDQ e investigar precocemente para evitar sequelas.
A displasia do desenvolvimento do quadril (DDQ) engloba um espectro de alterações que afetam a estabilidade coxofemoral em crescimento. O diagnóstico precoce é crucial para evitar complicações a longo prazo, como luxação ou cobertura acetabular insuficiente, que podem se manifestar na adolescência.
A Displasia do Desenvolvimento do Quadril (DDQ) é uma condição ortopédica pediátrica que abrange um espectro de anormalidades do quadril em desenvolvimento, desde instabilidade leve até luxação completa. Sua prevalência varia, sendo mais comum em meninas e em casos de apresentação pélvica. O reconhecimento precoce é fundamental para um tratamento eficaz e para prevenir sequelas a longo prazo. A fisiopatologia envolve uma combinação de fatores genéticos e ambientais que afetam o desenvolvimento normal da articulação coxofemoral. O diagnóstico é primariamente clínico, com as manobras de Ortolani e Barlow sendo cruciais no exame do recém-nascido. A ultrassonografia do quadril é o método de imagem de escolha para confirmação diagnóstica em lactentes jovens, enquanto a radiografia é mais útil após os 4-6 meses de idade. O tratamento da DDQ varia conforme a idade e a gravidade, mas o objetivo é sempre a redução concêntrica e estável do quadril. Em recém-nascidos e lactentes jovens, o suspensório de Pavlik é frequentemente utilizado. O prognóstico é excelente com diagnóstico e tratamento precoces, mas atrasos podem levar a osteoartrite precoce e necessidade de cirurgias corretivas complexas na vida adulta.
As manobras de Ortolani e Barlow são utilizadas para rastrear a DDQ. Ortolani avalia a redução de um quadril luxado, enquanto Barlow testa a luxabilidade do quadril.
Fatores de risco incluem apresentação pélvica, gênero feminino, história familiar positiva, oligodrâmnio, torcicolo congênito e metatarso aduto.
O diagnóstico precoce permite intervenção antes que ocorram deformidades ósseas permanentes, como a formação de um acetábulo raso, melhorando significativamente o prognóstico e evitando cirurgias complexas.
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