IHOA - Instituto e Hospital Oftalmológico de Anápolis (GO) — Prova 2022
Uma recém-nascida, com 15 dias de vida, apresentou manobra de Ortolani positiva à direita e suspeita à esquerda no exame físico ao nascimento. Os pais foram orientados a marcarem consulta na Unidade Básica de Saúde para continuarem a avaliação. O exame comple mentar mais adequado para confirmar o diagnóstico é:
RN < 3-4 meses com suspeita de DDQ → USG de quadril é o exame de escolha.
Em recém-nascidos e lactentes jovens (geralmente até 3-4 meses de idade), a ultrassonografia de quadril é o método de imagem preferencial para avaliar a Displasia do Desenvolvimento do Quadril (DDQ). Isso ocorre porque as estruturas cartilaginosas do quadril ainda não estão ossificadas, tornando a radiografia ineficaz para visualizar a anatomia e a estabilidade da articulação.
A Displasia do Desenvolvimento do Quadril (DDQ), anteriormente conhecida como luxação congênita do quadril, é uma condição em que há um desenvolvimento anormal da articulação do quadril, variando de uma displasia acetabular leve a uma luxação completa. É uma das anormalidades musculoesqueléticas mais comuns em recém-nascidos, com incidência de 1-3 por 1000 nascidos vivos, e sua detecção precoce é vital para prevenir sequelas graves, como osteoartrite precoce e claudicação. O diagnóstico da DDQ começa com o exame físico neonatal, que inclui as manobras de Ortolani e Barlow. Se houver suspeita clínica, o exame complementar de escolha em recém-nascidos e lactentes jovens (até 3-4 meses) é a ultrassonografia de quadril. A USG permite uma avaliação dinâmica da articulação, visualizando as estruturas cartilaginosas que ainda não são radiopacas e avaliando a estabilidade do quadril. Após os 4-6 meses, com a progressão da ossificação, a radiografia simples de quadril torna-se mais útil. O tratamento da DDQ depende da idade do diagnóstico e da gravidade da displasia. Em recém-nascidos, o uso do suspensório de Pavlik é frequentemente eficaz para manter o quadril em posição de abdução e flexão, promovendo o desenvolvimento adequado do acetábulo. O acompanhamento regular com ortopedista pediátrico é fundamental para monitorar a evolução e ajustar o tratamento, visando a obtenção de um quadril estável e funcional.
A ultrassonografia é superior à radiografia em recém-nascidos porque as estruturas ósseas do quadril, como a cabeça femoral e o acetábulo, são predominantemente cartilaginosas nessa idade. A USG permite visualizar essas estruturas cartilaginosas, avaliar a estabilidade da articulação e detectar graus sutis de displasia.
A ultrassonografia de quadril é geralmente indicada até os 3 a 4 meses de idade. Após esse período, a ossificação da cabeça femoral e do acetábulo progride, tornando a radiografia mais útil e a ultrassonografia menos informativa para a avaliação da morfologia óssea.
Os principais achados incluem as manobras de Ortolani (redução de um quadril luxado) e Barlow (luxação de um quadril redutível) positivas, assimetria de pregas cutâneas nas coxas e nádegas, e encurtamento aparente de um membro inferior (sinal de Galeazzi).
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