Displasia Broncopulmonar: Fatores de Risco e Etiologia

HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2015

Enunciado

A displasia broncopulmonar é mais comumente associada a:

Alternativas

  1. A) um insulto aos pulmões no desenvolvimento fetal tardio.
  2. B) falha no desenvolvimento das arteríolas pulmonares durante o início da vida fetal.
  3. C) falha no desenvolvimento dos botões brônquicos durante o início da vida fetal.
  4. D)  infecção viral intrauterina.
  5. E) ao uso de oxigênio e da respiração por pressão positiva no tratamento da síndrome da angústia respiratória.

Pérola Clínica

DBP = Prematuridade + Oxigenoterapia + Ventilação mecânica para SDR.

Resumo-Chave

A displasia broncopulmonar (DBP) é uma doença pulmonar crônica que afeta recém-nascidos prematuros, especialmente aqueles que necessitaram de suporte ventilatório e oxigenoterapia prolongada para tratar a Síndrome da Angústia Respiratória (SDR). A lesão pulmonar é multifatorial, envolvendo barotrauma, volutrauma e toxicidade do oxigênio.

Contexto Educacional

A displasia broncopulmonar (DBP) é uma doença pulmonar crônica que afeta recém-nascidos, principalmente prematuros. É definida como a necessidade de oxigênio suplementar por pelo menos 28 dias de vida, com achados radiológicos e clínicos compatíveis. Sua epidemiologia está diretamente ligada à sobrevida de prematuros extremos, sendo uma das complicações mais comuns e graves da prematuridade, com impacto significativo na morbidade e mortalidade neonatal. A fisiopatologia da DBP é multifatorial, envolvendo a imaturidade pulmonar, a inflamação, a toxicidade do oxigênio e a lesão pulmonar induzida pela ventilação mecânica (barotrauma e volutrauma). O pulmão imaturo é mais suscetível a esses insultos, resultando em desenvolvimento alveolar e vascular anormais, fibrose e inflamação crônica. O diagnóstico é clínico, baseado na necessidade de oxigênio e nos achados radiográficos, e a suspeita deve ser alta em qualquer prematuro que necessite de suporte respiratório prolongado. O tratamento da DBP é de suporte, visando minimizar a lesão pulmonar e otimizar o crescimento e desenvolvimento. Inclui o uso cauteloso de oxigênio, ventilação protetora, nutrição adequada, diuréticos e, em alguns casos, corticosteroides. O prognóstico varia, mas muitos bebês com DBP podem ter sequelas respiratórias a longo prazo. A prevenção é fundamental, com foco na prevenção do parto prematuro e no manejo otimizado da SDR.

Perguntas Frequentes

Qual a principal causa da displasia broncopulmonar?

A principal causa é a lesão pulmonar em recém-nascidos prematuros, resultante da combinação de imaturidade pulmonar, uso prolongado de oxigênio suplementar e ventilação mecânica com pressão positiva para tratar a síndrome da angústia respiratória.

Como a oxigenoterapia contribui para a DBP?

O oxigênio em altas concentrações é tóxico para o tecido pulmonar imaturo, causando inflamação, dano celular e fibrose. Isso impede o desenvolvimento normal dos alvéolos e vasos pulmonares.

Quais são os fatores de risco para displasia broncopulmonar?

Os principais fatores de risco incluem prematuridade extrema, baixo peso ao nascer, síndrome da angústia respiratória grave, ventilação mecânica prolongada, oxigenoterapia, infecções e inflamação pulmonar.

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