HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2015
A displasia broncopulmonar é mais comumente associada a:
DBP = Prematuridade + Oxigenoterapia + Ventilação mecânica para SDR.
A displasia broncopulmonar (DBP) é uma doença pulmonar crônica que afeta recém-nascidos prematuros, especialmente aqueles que necessitaram de suporte ventilatório e oxigenoterapia prolongada para tratar a Síndrome da Angústia Respiratória (SDR). A lesão pulmonar é multifatorial, envolvendo barotrauma, volutrauma e toxicidade do oxigênio.
A displasia broncopulmonar (DBP) é uma doença pulmonar crônica que afeta recém-nascidos, principalmente prematuros. É definida como a necessidade de oxigênio suplementar por pelo menos 28 dias de vida, com achados radiológicos e clínicos compatíveis. Sua epidemiologia está diretamente ligada à sobrevida de prematuros extremos, sendo uma das complicações mais comuns e graves da prematuridade, com impacto significativo na morbidade e mortalidade neonatal. A fisiopatologia da DBP é multifatorial, envolvendo a imaturidade pulmonar, a inflamação, a toxicidade do oxigênio e a lesão pulmonar induzida pela ventilação mecânica (barotrauma e volutrauma). O pulmão imaturo é mais suscetível a esses insultos, resultando em desenvolvimento alveolar e vascular anormais, fibrose e inflamação crônica. O diagnóstico é clínico, baseado na necessidade de oxigênio e nos achados radiográficos, e a suspeita deve ser alta em qualquer prematuro que necessite de suporte respiratório prolongado. O tratamento da DBP é de suporte, visando minimizar a lesão pulmonar e otimizar o crescimento e desenvolvimento. Inclui o uso cauteloso de oxigênio, ventilação protetora, nutrição adequada, diuréticos e, em alguns casos, corticosteroides. O prognóstico varia, mas muitos bebês com DBP podem ter sequelas respiratórias a longo prazo. A prevenção é fundamental, com foco na prevenção do parto prematuro e no manejo otimizado da SDR.
A principal causa é a lesão pulmonar em recém-nascidos prematuros, resultante da combinação de imaturidade pulmonar, uso prolongado de oxigênio suplementar e ventilação mecânica com pressão positiva para tratar a síndrome da angústia respiratória.
O oxigênio em altas concentrações é tóxico para o tecido pulmonar imaturo, causando inflamação, dano celular e fibrose. Isso impede o desenvolvimento normal dos alvéolos e vasos pulmonares.
Os principais fatores de risco incluem prematuridade extrema, baixo peso ao nascer, síndrome da angústia respiratória grave, ventilação mecânica prolongada, oxigenoterapia, infecções e inflamação pulmonar.
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