HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2022
Um recém-nascido prematuro (idade gestacional de 31 semanas ), AIG, desenvolve quadro de doença da membrana hialina grave, necessitando ventilação mecânica. No quinto dia de evolução, já em fase de desmame do ventilador, começou a apresentar necessidade de maiores concentrações de oxigênio, impossibilitando a progressão do desmame. Qual a complicação mais provável?
Prematuro com DMH grave e O2 prolongado → Displasia Broncopulmonar (DBP).
A Displasia Broncopulmonar é uma complicação respiratória crônica comum em prematuros que necessitam de ventilação mecânica e oxigenoterapia prolongada, manifestando-se como dificuldade no desmame ventilatório e persistência da necessidade de oxigênio.
A Displasia Broncopulmonar (DBP) é uma doença pulmonar crônica que afeta recém-nascidos prematuros, especialmente aqueles com idade gestacional <32 semanas ou peso <1500g, que necessitaram de suporte respiratório prolongado. Sua incidência é inversamente proporcional à idade gestacional e peso ao nascer, sendo uma das principais causas de morbidade e mortalidade em prematuros. A fisiopatologia da DBP é multifatorial, envolvendo imaturidade pulmonar, lesão pulmonar induzida pela ventilação mecânica (volutrauma, barotrauma, atelectrauma), toxicidade do oxigênio, inflamação e infecções. Clinicamente, manifesta-se por taquipneia, retrações, sibilância e necessidade persistente de oxigênio, dificultando o desmame ventilatório. O diagnóstico é feito pela necessidade de oxigênio suplementar por 28 dias ou mais, com achados radiológicos de opacidades e cistos. O tratamento é de suporte, visando minimizar a lesão pulmonar e otimizar o crescimento. Inclui ventilação protetora, uso criterioso de oxigênio, nutrição adequada, diuréticos para edema pulmonar e, em alguns casos, corticosteroides. O prognóstico varia, mas muitos pacientes apresentam melhora gradual, embora possam ter sequelas respiratórias e neurodesenvolvimento a longo prazo, exigindo acompanhamento multidisciplinar.
Os principais fatores de risco incluem prematuridade extrema, baixo peso ao nascer, doença da membrana hialina grave, ventilação mecânica prolongada, oxigenoterapia e infecções.
O diagnóstico é clínico, baseado na necessidade de oxigênio suplementar por pelo menos 28 dias em um recém-nascido prematuro, com achados radiológicos compatíveis e dependência de suporte respiratório.
A principal complicação a longo prazo é a maior suscetibilidade a infecções respiratórias, hospitalizações frequentes, atraso no desenvolvimento e comprometimento da função pulmonar.
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