SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2024
Uma mulher de 40 anos procura atendimento médico com queixa de dor abdominal epigástrica persistente há 2 meses. Ela relata sensação de plenitude pós-prandial e perda de peso não intencional de 5 kg durante esse período. Não há histórico de uso de anti-inflamatórios não esteroides ou tabagismo. Ao exame físico, não são observados achados significativos, mas ela relata desconforto à palpação epigástrica. Qual é a próxima conduta mais apropriada?
Dispepsia + sintomas de alarme (perda peso, >40a) → Endoscopia digestiva alta.
Em pacientes com dispepsia, a presença de sintomas de alarme como perda de peso não intencional, disfagia, odinofagia, anemia, sangramento gastrointestinal ou idade acima de 40-45 anos para início dos sintomas, exige investigação imediata com endoscopia digestiva alta para excluir malignidade.
A dor abdominal epigástrica é uma queixa comum na prática clínica, frequentemente associada à dispepsia. No entanto, a presença de 'sintomas de alarme' exige uma investigação mais aprofundada e imediata para excluir condições graves, como malignidades gastrointestinais. É crucial que o médico esteja atento a esses sinais para não atrasar um diagnóstico potencialmente vital. Os sintomas de alarme incluem perda de peso não intencional, disfagia, odinofagia, sangramento gastrointestinal (hematêmese, melena), anemia por deficiência de ferro, massa abdominal palpável, vômitos persistentes e idade acima de 40-45 anos para o início de dispepsia nova. No caso apresentado, a paciente de 40 anos com dor persistente e perda de peso de 5 kg se enquadra claramente nos critérios para investigação urgente. A conduta mais apropriada nesses casos é a solicitação de uma endoscopia digestiva alta. Este exame permite a visualização direta da mucosa do esôfago, estômago e duodeno, além da possibilidade de realizar biópsias para análise histopatológica, essencial para o diagnóstico de úlceras, esofagites e, principalmente, neoplasias. Iniciar tratamento empírico com IBP ou antiácidos sem investigação pode mascarar os sintomas e atrasar um diagnóstico crucial.
Os sintomas de alarme na dispepsia incluem perda de peso não intencional, disfagia, odinofagia, sangramento gastrointestinal (hematêmese, melena), anemia por deficiência de ferro, massa abdominal palpável, vômitos persistentes e início de dispepsia nova em pacientes com mais de 40-45 anos.
A perda de peso não intencional é um sinal de alerta significativo porque pode indicar uma doença subjacente grave, como malignidade gastrointestinal (por exemplo, câncer gástrico ou esofágico), que afeta o apetite, a absorção de nutrientes ou causa um estado catabólico.
A idade de corte para considerar endoscopia em dispepsia de início recente varia, mas geralmente é de 40 a 45 anos. Pacientes acima dessa idade com dispepsia nova, mesmo sem outros sintomas de alarme, devem ser investigados com endoscopia para excluir malignidade.
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