Dor Epigástrica com Perda Ponderal: Quando Indicar EDA?

FBHC - Fundação de Beneficência Hospital de Cirurgia (SE) — Prova 2021

Enunciado

Mulher com 42 anos refere dor epigástrica há 2 meses que piora após as refeições, associada a perda ponderal de 10 quilogramas que ela atribui ao tempo quente e algumas caminhadas. Qual sua próxima conduta mais apropriada?

Alternativas

  1. A) Iniciar terapia com inibidor de bomba de prótons em dose dobrada por oito semanas para dispepsia.
  2. B) Solicitar teste respiratório para detecção da infecção pelo H. pylori.
  3. C) Considerar iniciar neuromodulador para dispepsia funcional.
  4. D) Solicitar uma endoscopia digestiva alta para avaliação.
  5. E) Iniciar terapia com inibidor de bomba de prótons em dose padrão e solicitar sorologia para H. pylori.

Pérola Clínica

Dor epigástrica + perda ponderal + idade > 40 anos → Endoscopia Digestiva Alta (EDA) urgente.

Resumo-Chave

A presença de dor epigástrica associada a sinais de alarme como perda ponderal significativa, especialmente em pacientes acima de 40-45 anos, exige investigação imediata com Endoscopia Digestiva Alta (EDA). Isso visa excluir malignidades gástricas ou esofágicas, que são causas graves e necessitam de diagnóstico precoce.

Contexto Educacional

A dispepsia, caracterizada por dor ou desconforto na região epigástrica, é uma queixa comum na prática clínica. O manejo inicial depende da presença de "sinais de alarme", que indicam a necessidade de investigação mais aprofundada para excluir doenças orgânicas graves, principalmente malignidades. Sinais de alarme incluem perda ponderal inexplicada, disfagia, odinofagia, sangramento gastrointestinal (hematêmese, melena), anemia ferropriva, vômitos persistentes, massa abdominal palpável e início dos sintomas em pacientes com idade superior a 40-45 anos. A perda ponderal de 10 kg em 2 meses, como no caso apresentado, é um sinal de alarme robusto que não pode ser ignorado. Diante de qualquer sinal de alarme, a conduta mais apropriada é a realização de uma Endoscopia Digestiva Alta (EDA). A EDA permite a visualização direta da mucosa esofágica, gástrica e duodenal, além da coleta de biópsias para análise histopatológica, essencial para o diagnóstico de úlceras, esofagites e, crucialmente, câncer gástrico ou esofágico. O tratamento empírico com IBP ou testes não invasivos para H. pylori são apropriados apenas para pacientes sem sinais de alarme.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de alarme na dispepsia que indicam EDA?

Sinais de alarme incluem perda ponderal inexplicada, disfagia, odinofagia, sangramento gastrointestinal (hematêmese, melena), anemia ferropriva, vômitos persistentes, massa abdominal palpável e idade > 40-45 anos para início dos sintomas.

Por que a perda ponderal é um sinal de alarme importante?

A perda ponderal inexplicada sugere uma doença orgânica subjacente grave, como malignidade (câncer gástrico ou esofágico), que requer investigação imediata para diagnóstico e tratamento precoces.

Qual a diferença entre dispepsia funcional e orgânica?

A dispepsia funcional é um diagnóstico de exclusão, sem causa orgânica identificável após investigação. A dispepsia orgânica tem uma causa detectável, como úlcera péptica, esofagite ou, mais gravemente, câncer, especialmente na presença de sinais de alarme.

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