PSU-GO - Processo Seletivo Unificado de Goiás — Prova 2025
Paciente se apresentou em consulta com quadro de epigastralgia, queimação epigástrica, empachamento pós-prandial desconfortável e saciedade precoce. Negou pírose e regurgitação; embora apresentara perda de peso não intencional recente. Ao ser submetido à endoscopia digestiva alta (EDA) apresentou úlcera gástrica, sem mais alterações. Teste respiratório com ureia negativo. De acordo com essas informações, o diagnóstico e o nível de prevenção, segundo Leavell e Clark (1976), aplicado ao fazer a EDA são, respectivamente.
Dispepsia com úlcera gástrica e perda de peso = Dispepsia Orgânica. EDA para diagnóstico = Prevenção Secundária.
A presença de úlcera gástrica na endoscopia e sinais de alarme como perda de peso afastam o diagnóstico de dispepsia funcional, indicando uma causa orgânica. A realização da EDA para identificar e tratar precocemente a úlcera se enquadra na prevenção secundária.
A dispepsia é uma queixa comum na prática clínica, caracterizada por dor ou desconforto na região epigástrica. É crucial diferenciar a dispepsia funcional da orgânica, pois o manejo e o prognóstico são distintos. A dispepsia funcional é um diagnóstico de exclusão, enquanto a dispepsia orgânica é causada por uma condição identificável, como úlcera péptica, esofagite, gastrite ou, mais raramente, neoplasias. Sinais de alarme, como perda de peso não intencional, disfagia, sangramento gastrointestinal ou anemia, sempre devem levantar a suspeita de uma causa orgânica e indicar investigação mais aprofundada. No caso apresentado, a presença de úlcera gástrica na endoscopia digestiva alta (EDA) e a perda de peso não intencional são achados que confirmam uma causa orgânica para a dispepsia. O teste respiratório com ureia negativo afasta a infecção por Helicobacter pylori como causa atual da úlcera, mas não exclui a natureza orgânica da dispepsia. A EDA, neste cenário, é uma ferramenta diagnóstica que se enquadra na prevenção secundária, conforme o modelo de Leavell e Clark. A prevenção secundária visa o diagnóstico e tratamento precoces de uma doença já instalada para limitar sua progressão e evitar complicações. Ao realizar a EDA e identificar a úlcera gástrica, o objetivo é iniciar o tratamento adequado rapidamente, prevenindo sangramentos, perfurações ou outras sequelas graves. Para residentes, é fundamental reconhecer os sinais de alarme da dispepsia e a importância da investigação endoscópica para um diagnóstico preciso e uma intervenção precoce, garantindo o melhor desfecho para o paciente.
Sinais de alarme incluem perda de peso não intencional, disfagia, odinofagia, anemia, sangramento gastrointestinal, vômitos persistentes e massa abdominal palpável. A presença de úlcera gástrica também é um achado orgânico.
A EDA, neste contexto, é uma medida de prevenção secundária. Ela permite o diagnóstico precoce de condições como úlcera gástrica, possibilitando tratamento oportuno e evitando a progressão da doença e suas complicações.
A dispepsia orgânica tem uma causa identificável (ex: úlcera, esofagite, câncer), enquanto a dispepsia funcional é um diagnóstico de exclusão, onde não se encontra nenhuma anormalidade estrutural ou bioquímica que justifique os sintomas após investigação adequada.
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